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Inflação de abril surpreende com alta e pressiona taxa de juros, apontam analistas

Inflação de abril surpreende com alta de 0,43%, pressionando a Selic a novas elevações. Expectativas de aceleração persistem.

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A inflação no Brasil subiu 0,43% em abril, com aumento nos preços de alimentos e serviços, surpreendendo analistas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi afetado principalmente por alimentos e bebidas, que subiram 0,82%, e saúde, com alta de 1,18%. Os núcleos inflacionários também mostraram uma alta de 0,50%, o que pegou economistas de surpresa. A inflação de serviços continua alta, refletindo um mercado de trabalho forte que mantém a demanda. Economistas esperam que a inflação continue a subir até setembro, com projeções de 5,40% para este ano. A taxa Selic, que já está em 14,75%, deve aumentar novamente em junho, com uma expectativa de alta de 0,25 ponto percentual.

A inflação brasileira continua a mostrar resistência, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril registrando alta de 0,43%. O aumento foi impulsionado principalmente pelos grupos de Alimentação e bebidas (0,82%) e Saúde e cuidados pessoais (1,18%). Os dados, divulgados nesta sexta-feira (9), surpreenderam analistas, que esperavam uma desaceleração.

A média dos núcleos inflacionários também apresentou alta de 0,50%, indicando pressão sobre a política monetária. O economista Leonardo Costa, do ASA, ressalta que a inflação de serviços permanece elevada, refletindo um mercado de trabalho aquecido que sustenta a demanda. A aceleração nos produtos industrializados, especialmente vestuário, e nos serviços, como alimentação fora do domicílio, contribuiu para o cenário inflacionário.

Expectativas de Aceleração

Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destacou a surpresa na alimentação fora do domicílio, que teve variação positiva de 0,80%, contrariando as expectativas de desaceleração. Além disso, serviços como consertos de automóveis e cabeleireiro também mostraram aumento. Para Costa, a situação sugere que a inflação deve continuar a acelerar nos próximos meses, sem previsão de queda até setembro.

As projeções indicam uma inflação de 5,40% ao ano pela AZ Quest e 5,3% pelo ASA para 2025, com viés de alta. Para 2026, a estimativa é de 5,5%. A pressão inflacionária deve levar a uma nova alta na taxa Selic, que atualmente está em 14,75%, após um ajuste recente de 0,5 ponto percentual. A próxima reunião do Comitê de Política Orçamentária (Copom) está marcada para 18 de junho, onde é esperada uma elevação de 0,25 ponto percentual.

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