A Unigel, uma empresa de petroquímica na Bahia, rejeitou um acordo da Petrobras para reativar duas fábricas de fertilizantes que estão fechadas desde 2023. A proposta exigia que a Unigel participasse de uma licitação para operar as fábricas, o que não agradou à empresa. O Conselho de Administração da Petrobras se reunirá para discutir uma nova proposta que possa atender aos interesses da Unigel, que está passando por recuperação judicial. A Unigel busca garantir receita e capital para voltar a produzir, já que a Petrobras havia oferecido um acordo que incluía abrir mão de uma dívida de R$ 1,4 bilhão e pagar R$ 200 milhões para a Unigel operar as fábricas sem licitação. No entanto, essa proposta gerou controvérsia entre os conselheiros da Petrobras, que temiam problemas legais. A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu o salvamento da Unigel, mas o acordo final exigiu uma concorrência para escolher a operadora das fábricas, o que não foi bem recebido por todos. A situação se arrasta há mais de um ano, e a reativação do setor de fertilizantes é uma prioridade do governo. A Unigel arrendou as fábricas em 2020, mas as desativou em 2023 devido a prejuízos. Desde então, a empresa tenta um resgate financeiro pela Petrobras, mas os contratos anteriores foram questionados por órgãos de controle. A pressão de políticos baianos, que apoiam a Unigel, também influencia as negociações.
A Unigel, petroquímica baiana, rejeitou um acordo da Petrobras para reativar duas fábricas de fertilizantes no Nordeste, que estão desativadas desde 2023. A proposta exigia que a Unigel participasse de uma licitação para operar as plantas, o que não foi aceito pela empresa.
O Conselho de Administração da Petrobras se reunirá nesta sexta-feira, dia 9, para discutir uma nova proposta que busque acomodar os interesses da Unigel, que enfrenta recuperação judicial. A Unigel busca garantir receita para operar as fábricas sem prejuízos e assegurar capital para retomar a produção.
A proposta original previa que a Petrobras abriria mão de um pleito judicial de R$ 1,4 bilhão e pagaria R$ 200 milhões à Unigel para que a empresa voltasse a operar as fábricas de ureia e amônia sem licitação. No entanto, essa proposta gerou controvérsias entre os conselheiros da Petrobras, que temiam repercussões legais.
Novas Discussões
A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu o salvamento da Unigel, mas a proposta final passou a incluir a realização de uma concorrência para a operação das fábricas, da qual a Unigel deve participar. A decisão foi aprovada com sete votos favoráveis e quatro contrários.
O caso se arrasta há mais de um ano, e a retomada do setor de fertilizantes é uma prioridade do governo Lula. A Unigel arrendou as fábricas em 2020, mas desativou as operações em 2023 devido a prejuízos relacionados ao aumento do preço do gás natural e à queda nos preços dos fertilizantes.
A pressão política, especialmente do chamado “Clube da Bahia”, influenciou as negociações. Este grupo, que inclui políticos baianos, busca evitar a falência da Unigel. A situação continua em evolução, com a Petrobras tentando encontrar uma solução que atenda a ambas as partes.
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