José Eli da Veiga, professor da USP, fala sobre a relação entre economia e meio ambiente em seu novo livro, “O Antropoceno e o Pensamento Econômico”. Ele critica as teorias econômicas tradicionais, que não consideram a energia e os recursos naturais, e sugere que o crescimento econômico deve ser desacoplado do uso de energias fósseis. Veiga acredita que a COP30 pode ser uma oportunidade para criar um balanço ético global, mobilizando a sociedade civil. Ele destaca que as negociações entre governos e empresas responsáveis pelas emissões de gases do efeito estufa podem ser mais eficazes do que as reuniões anuais com muitos países. Veiga também discute a importância de considerar a ética nas questões econômicas, especialmente em relação ao aquecimento global e suas consequências para as futuras gerações. Ele critica a ideia de neutralidade de carbono, afirmando que as emissões de CO2 continuam a aumentar. Para ele, um novo modelo de COPs, focado nas principais empresas emissoras, poderia trazer melhores resultados. Ele espera que a COP30 gere um movimento positivo, mesmo que fora do evento em si, devido à mobilização da sociedade civil.
José Eli da Veiga, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), lança o livro “O Antropoceno e o Pensamento Econômico”. A obra, que é o terceiro volume de sua trilogia sobre ciências e humanidades, aborda a relação entre economia e questões ambientais, propondo uma revisão das teorias econômicas tradicionais em resposta à crise climática.
Veiga defende a necessidade de desacoplar o crescimento econômico do uso de energias fósseis. Ele sugere que a Conferência das Partes (COP30), marcada para novembro, pode gerar um balanço ético global, mobilizando a sociedade civil. O autor critica a abordagem atual das COPs, afirmando que negociações entre corporações e governos responsáveis pelas maiores emissões de gases do efeito estufa seriam mais eficazes do que encontros anuais com centenas de países.
O livro revisita escolas de pensamento econômico que não fazem parte do mainstream, como a economia evolucionária e a economia ecológica. Veiga argumenta que a economia tradicional ignora os fluxos de energia e matéria, levando à concepção de um crescimento econômico eterno, sem considerar as condições de vida das futuras gerações. Ele propõe um caminho do meio entre o crescimento e o decrescimento, enfatizando a importância de desacoplar atividades que utilizam energias fósseis.
Em relação às COPs, Veiga observa que a cooperação internacional em questões ambientais, como a camada de ozônio, teve sucesso quando os países mais responsáveis se uniram. Ele critica a atual estrutura das COPs, sugerindo que um grupo menor de países poderia alcançar compromissos mais efetivos. O professor acredita que a COP30 pode desencadear uma mobilização da sociedade civil em torno de um balanço ético global, embora a dinâmica atual das conferências ainda seja ineficaz.
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