A Braskem registrou um lucro líquido de R$ 698 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo um prejuízo de R$ 1,35 bilhão do mesmo período do ano passado. O Ebitda recorrente foi de R$ 1,3 bilhão, um aumento de 16% em relação ao ano anterior, mas ficou abaixo das expectativas do mercado. Apesar do lucro, a empresa enfrentou um fluxo de caixa livre negativo e um aumento na alavancagem, que subiu de 7,42 para 7,92 vezes em relação à dívida líquida e ao Ebitda. A Braskem teve um desempenho misto em suas operações, com resultados melhores na Europa e abaixo do esperado no Brasil e no México. O fluxo de caixa operacional foi pressionado por pagamentos de juros e investimentos, resultando em uma queima de caixa significativa. A corretora Bradesco BBI rebaixou a recomendação das ações da Braskem de compra para neutra, reduzindo também o preço-alvo devido à incerteza sobre a recuperação dos ciclos de polietileno e polipropileno.
A Braskem (BRKM5) anunciou um lucro líquido de R$ 698 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo um prejuízo de R$ 1,35 bilhão no mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado no último sábado, 10 de maio. O Ebitda recorrente da empresa atingiu R$ 1,3 bilhão, um aumento de 16% em relação ao ano passado, embora tenha ficado abaixo das expectativas do mercado.
Apesar do resultado positivo, a Braskem enfrentou um fluxo de caixa livre negativo de R$ 3,2 bilhões e um aumento na alavancagem, que subiu de 7,42 vezes para 7,92 vezes em relação à Dívida Líquida/Ebitda recorrente. A empresa atribuiu a queima de caixa ao capital de giro negativo, principalmente devido a estoques e a um capex elevado.
A corretora XP destacou que o Ebitda superou suas estimativas em cerca de 1%, mas o fluxo de caixa operacional foi pressionado por pagamentos de juros e investimentos. O JPMorgan observou uma recuperação em todos os segmentos da Braskem, com desempenho superior na Europa, enquanto o México não atendeu às expectativas de recuperação.
Expectativas do Mercado
O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Braskem de compra para neutra, reduzindo o preço-alvo de US$ 8,50 para US$ 4 por ADR. A revisão se deve à falta de visibilidade sobre a recuperação dos ciclos de polietileno (PE) e polipropileno (PP). A OPIS prevê que a capacidade global de PE e PP cresça quase o dobro da demanda nos próximos dois anos, impactando negativamente as expectativas para a Braskem.
O Ebitda recorrente do primeiro trimestre foi de US$ 212 milhões, abaixo do consenso de US$ 250 milhões. O fluxo de caixa livre para os acionistas foi negativo em US$ 511 milhões, incluindo o impacto de Alagoas. O Bradesco BBI projeta que a Braskem queimará cerca de US$ 750 milhões em caixa este ano.
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