A China decidiu retirar a proibição que impedia suas companhias aéreas de receberem aviões da Boeing, após um avanço nas negociações comerciais com os Estados Unidos. Com isso, as entregas de aeronaves fabricadas nos EUA podem ser retomadas, e as companhias aéreas têm liberdade para organizar os prazos e condições dessas entregas. Essa mudança é um alívio para a Boeing, que enfrentou dificuldades devido a tarifas altas e tensões comerciais entre os dois países. Os EUA reduziram suas tarifas sobre importações chinesas, enquanto a China cortou tarifas sobre produtos americanos. Apesar da liberação, ainda não se sabe quando as companhias aéreas chinesas receberão os aviões. A Boeing já havia alertado que procuraria novos compradores para aeronaves destinadas à China que não foram entregues. Com cerca de 50 jatos programados para entrega à China este ano, essa decisão ajuda a fabricante a evitar custos e atrasos na busca por novos clientes. A China deve representar uma parte significativa da demanda global por aviões nos próximos anos, mas a Boeing não teve grandes pedidos da China recentemente devido a problemas internos e disputas comerciais.
A China retirou a proibição que impedia as companhias aéreas locais de receberem aeronaves da Boeing. A decisão, informada por autoridades em Pequim, ocorre após avanços nas negociações comerciais com os Estados Unidos, que resultaram na suspensão temporária de tarifas entre os dois países.
As entregas de aviões fabricados nos EUA podem ser retomadas, com as companhias aéreas tendo autonomia para definir prazos e condições. Essa medida representa um alívio imediato para a Boeing, que não recebeu grandes pedidos da China nos últimos anos devido a tensões comerciais. A distensão nas relações comerciais inclui a redução das tarifas dos EUA de 145% para 30% e das tarifas chinesas de 125% para 10% por um período de 90 dias.
Entretanto, a liberação das entregas pode ser temporária se o impasse comercial não for resolvido. A Boeing ficou no centro da disputa comercial após a imposição de tarifas pelo ex-presidente Donald Trump, levando a China a adotar contramedidas que inviabilizaram a compra de aeronaves. A suspensão das entregas pela Boeing foi uma das consequências diretas dessa disputa.
Sinais de distensão começaram a surgir no final de abril, quando a China manifestou disposição para retomar a cooperação com empresas americanas. Apesar da liberação, ainda não está claro quando as companhias aéreas chinesas conseguirão efetivar as entregas. A Boeing não comentou sobre o assunto, e a Administração de Aviação Civil da China não respondeu a pedidos de declaração.
Com cerca de 50 jatos programados para entrega à China este ano, a decisão evita que a Boeing busque novos compradores, garantindo pagamentos significativos assim que as aeronaves forem recebidas. A China deve representar 20% da demanda global por aviões nas próximas duas décadas, e em 2018, quase um quarto da produção da Boeing foi destinada ao país.
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