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Família Dubrule desiste de oferta para controlar a Mobly e critica atual gestão

Família Dubrule desiste de adquirir controle da Mobly, citando inviabilidade da oferta devido à cláusula de poison pill e criticando gestão atual.

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A família Dubrule, que fundou a Tok&Stok, desistiu de comprar o controle da Mobly, agora chamada Grupo Toky, devido a dificuldades com uma cláusula de proteção chamada poison pill. Eles criticaram a gestão atual da Mobly, afirmando que isso pode levar a empresa à insolvência. A oferta de compra foi revogada após a assembleia de acionistas que manteve a cláusula, o que tornava a proposta inviável, já que exigiria um pagamento alto aos acionistas. Os Dubrule alegaram que a administração da Mobly está tentando se manter no poder de forma irresponsável. A Mobly, que tem dívidas significativas e não lucra desde seu IPO, também está em negociações com bancos para reestruturar suas dívidas. A situação da empresa é complicada, e a disputa pelo controle continua.

A família Dubrule, fundadora da Tok&Stok, desistiu da oferta pública para adquirir o controle da Mobly, agora chamada Grupo Toky. A decisão foi comunicada na segunda-feira, 12 de maio, e se deve à manutenção da cláusula de poison pill, que dificulta a aquisição. Os Dubrule criticaram a gestão atual da Mobly, alertando para o risco de insolvência da empresa.

Em carta enviada ao Grupo Toky, os Dubrule afirmaram que as ações da administração da Mobly são “temerárias” e que a continuidade operacional da companhia está ameaçada. O leilão para a venda do controle estava agendado para 15 de maio, mas a proposta de remoção da cláusula de proteção foi rejeitada em assembleia no final de abril. A cláusula exige que qualquer oferta de controle seja estendida a todos os acionistas, resultando em um custo elevado para os Dubrule.

O Grupo Toky, que encerrou 2024 com um prejuízo de R$ 164,1 milhões, enfrenta dificuldades financeiras. A Mobly, que não obteve lucro desde seu IPO em 2021, deve mais de R$ 600 milhões. A proposta de aquisição dos Dubrule visava obter 69% da empresa, mas foi considerada inviável pela atual administração.

Os Dubrule, que fundaram a Tok&Stok em 1978, tentaram retomar o controle após a fusão com a Mobly, que ocorreu em agosto de 2024. A família argumenta que a troca de gestão é essencial para evitar a insolvência da empresa. A Mobly, por sua vez, está em negociações com bancos para converter suas dívidas em participação acionária, enquanto a disputa pelo controle do Grupo Toky continua.

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