A América Latina tem avançado na geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, alcançando 60% de sua matriz elétrica, mas enfrenta sérios problemas com perdas de energia, que chegam a 17% ao ano. Isso resulta em emissões de carbono equivalentes a 1,3 milhão de carros. No Chile, 20% da energia solar e eólica gerada é desperdiçada devido à falta de infraestrutura de transmissão. As perdas de energia ocorrem por falhas técnicas nas linhas de transmissão e por conexões clandestinas, que são comuns na região. Especialistas afirmam que é necessário investir mais em infraestrutura e tecnologia para reduzir essas perdas. Além disso, o crescimento desordenado das cidades e a falta de regulamentação contribuem para o problema. No Chile, a energia renovável está sendo mal aproveitada, e a capacidade de transmissão não acompanha o aumento da geração. O governo chileno está tentando modernizar a rede elétrica, mas ainda há desafios a serem superados.
A América Latina tem avançado na transição energética, com 60% da eletricidade gerada a partir de fontes renováveis. No entanto, a região enfrenta desafios significativos, como a perda de energia elétrica, que atinge 17% ao ano. Esse índice, três vezes superior ao de países desenvolvidos, resulta em emissões equivalentes a 1,3 milhão de carros.
O Chile, por exemplo, desperdiça 20% da energia solar e eólica gerada devido à falta de infraestrutura de transmissão. Em 2024, o país registrou um desperdício de 5,9 mil gigawatts-hora (GWh), um aumento de 148% em relação ao ano anterior. A infraestrutura de transmissão não está preparada para suportar o crescimento da geração renovável, resultando em congestionamentos.
As perdas de energia na América Latina são atribuídas a fatores técnicos e não técnicos. Os problemas técnicos incluem falhas nas linhas de transmissão, enquanto os não técnicos envolvem conexões clandestinas. Segundo Ana Lía Rojas, diretora-executiva da Associação Chilena de Energia Renovável e Armazenamento, “cada unidade de energia perdida representa um aumento na geração para atender à demanda”.
Entre 2015 e 2021, o investimento em infraestrutura de distribuição e transmissão caiu 40%. Essa falta de investimento torna as redes vulneráveis a eventos climáticos extremos e afeta o fornecimento de eletricidade, especialmente para populações marginalizadas. Santiago López Cariboni, professor de economia, destaca que as conexões clandestinas estão ligadas ao crescimento desordenado das cidades.
Os especialistas apontam a necessidade de um planejamento abrangente para lidar com as perdas. Para as perdas técnicas, a incorporação de tecnologia, como medidores inteligentes, pode ser uma solução. Já para as não técnicas, é necessário abordar a questão sob uma perspectiva de política social. O Chile é o único país da região a investir em usinas de armazenamento de energia, enquanto a geração distribuída também é considerada uma solução viável.
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