O preço do ouro subiu bastante nos últimos anos, mas recentemente caiu 9% após acordos comerciais entre os EUA e o Reino Unido e entre os EUA e a China, além de negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia. Antes, o ouro tinha alcançado um preço recorde de US$ 3,5 mil a onça, mas agora está em US$ 3.183. Durante a pandemia e a guerra na Ucrânia, muitos bancos centrais compraram ouro para se proteger, e as compras aumentaram 54% no último trimestre de 2024. No entanto, com a redução das incertezas, o preço do ouro caiu 3% em um único dia, o que deixou alguns investidores preocupados. Especialistas acreditam que, no curto prazo, o preço não deve subir rapidamente como antes, e pode haver uma leve queda. Para quem já investiu, pode ser um bom momento para vender e garantir lucros, mas quem está pensando em investir agora deve ter cautela. As tarifas entre os EUA e a China ainda são altas, o que pode afetar a economia e, consequentemente, o preço do ouro. No longo prazo, o ouro pode voltar a subir, especialmente se as taxas de juros nos EUA caírem. O Federal Reserve manteve as taxas inalteradas recentemente, e a incerteza econômica aumentou. O ouro é visto como um ativo de proteção, e para quem já lucrou, pode ser hora de realizar parte do ganho.
O preço do ouro registrou uma queda de 9% após acordos comerciais entre os Estados Unidos e o Reino Unido, além de um entendimento com a China. As negociações de paz entre Ucrânia e Rússia também contribuíram para a diminuição da incerteza que impulsionou a demanda pelo metal precioso.
Desde a eleição presidencial nos Estados Unidos, em novembro de 2024, o ouro havia subido mais de 20%. Contudo, a cotação caiu de US$ 3,5 mil a onça, alcançada em 22 de abril, para US$ 3.183. A alta anterior foi impulsionada por crises como a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia, que levaram investidores a buscar segurança no metal.
O Conselho Mundial do Ouro (WGC) informou que, no último trimestre de 2024, as compras de ouro pelos bancos centrais aumentaram 54% em relação ao ano anterior, totalizando 333 toneladas. No entanto, a situação mudou com os recentes acordos comerciais e a aceitação de negociações de paz, resultando em uma queda de 3% na cotação do ouro na segunda-feira, 12 de maio.
Expectativas do Mercado
Especialistas indicam que o cenário de curto prazo não é otimista. Bruno Cotrim, economista da Top Gain, afirma que a recente queda é uma correção dos valores inflacionados. Virgílio Lage, da Valor Investimentos, prevê uma estabilidade nos preços, com uma leve tendência de queda.
Para investidores que já obtiveram lucros significativos, pode ser um bom momento para realizar vendas. Entretanto, aqueles que investem a longo prazo devem considerar a correção como uma oportunidade. As tarifas entre os EUA e a China ainda permanecem elevadas, o que pode impactar a economia e, consequentemente, o valor do ouro.
O Federal Reserve (Fed) manteve as taxas de juros inalteradas, aumentando a incerteza sobre as perspectivas econômicas. O índice de preços ao consumidor (CPI) mostrou uma alta de 0,2% em abril, sinalizando que o ciclo de juros pode demorar a mudar. O ouro continua sendo um ativo estratégico, especialmente em tempos de incerteza econômica.
Entre na conversa da comunidade