O Censo 2022 mostrou que 72 mil brasileiros vivem em barracas ou estruturas improvisadas, enquanto 160 mil estão em domicílios improvisados. A maioria dos moradores é masculina e muitos enfrentam altas taxas de analfabetismo. A categoria com mais pessoas é a de “tenda ou barraca”, com 57 mil moradores, representando 0,03% da população do país. Os dados também revelam que 43 mil vivem em estabelecimentos em funcionamento, como fábricas, e 17 mil em estruturas degradadas ou inacabadas. A crise econômica e o desemprego, agravados pela pandemia, aumentaram o número de pessoas sem-teto, incluindo crianças e famílias. Em São Paulo, há uma concentração significativa de moradores em domicílios improvisados. Além disso, 2 mil pessoas vivem em veículos e 27 mil em outras estruturas improvisadas. Os moradores de domicílios improvisados são mais jovens que a média da população e apresentam taxas de analfabetismo que variam de 9% a 22,3%, dependendo do tipo de moradia. O Censo também registrou 11,4 milhões de domicílios permanentes vagos e 6,7 milhões de domicílios de uso ocasional no Brasil.
Ao menos 72 mil brasileiros vivem em barracas, tendas ou estruturas improvisadas na rua, conforme dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa revelou que 160 mil pessoas residem em domicílios improvisados, refletindo o impacto da crise econômica e do aumento do desemprego no país.
A categoria mais comum de domicílio improvisado é a de tendas ou barracas de lona, plástico ou tecido, com 57 mil moradores, representando 35,3% do total. Em segundo lugar, estão os moradores de estabelecimentos em funcionamento, como fábricas, com 43 mil pessoas. Outras categorias incluem estruturas não residenciais degradadas, com 17 mil moradores, e estruturas improvisadas em logradouros públicos, com 15 mil.
São Paulo concentra o maior número de moradores em domicílios improvisados, exceto na categoria veículos, que é liderada pelo Amazonas. O estado paulista apresenta números expressivos nas categorias de estruturas improvisadas em logradouros públicos e não residenciais, com sete mil moradores em cada uma.
O perfil demográfico dos moradores mostra uma predominância masculina, com 54,3% a 61,7% de homens, dependendo da categoria. Além disso, a população em situação de rua é mais jovem em comparação com a média nacional, com 18,8% de crianças de zero a nove anos vivendo em tendas ou barracas.
As taxas de analfabetismo entre os moradores de domicílios improvisados são alarmantes, variando de 22,3% entre os que vivem em tendas a 9% entre aqueles que residem em estabelecimentos em funcionamento. A situação é agravada pela presença de crianças e famílias inteiras entre os sem-teto, aumentando a incidência de fome e dependência química.
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