O Brasil viu uma queda na desigualdade social, que agora está no menor nível desde 2012, segundo o IBGE. O rendimento dos 10% mais ricos é 13,4 vezes maior que o dos 40% mais pobres, uma melhora em relação ao pico de 17,1 vezes em 2018. O índice de Gini, que mede a desigualdade, caiu para 0,506, comparado a 0,518 no ano anterior. Apesar disso, a desigualdade ainda é alta em comparação com outros países, que têm índices entre 0,250 e 0,350. A metodologia usada pelo IBGE, que se baseia em dados de entrevistas, pode subestimar a desigualdade, pois não considera bem os rendimentos de capital, como juros e aluguéis. Estudos mais recentes sugerem que, ao incluir outros tipos de renda, a desigualdade pode ser maior. Mesmo assim, os dados do IBGE mostram que a situação dos mais pobres melhorou, principalmente por causa do emprego e de benefícios sociais, embora ainda haja muito a ser feito para reduzir a desigualdade.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a desigualdade social no Brasil atingiu seu menor nível desde 2012. Em 2024, o rendimento médio domiciliar per capita dos 10% mais ricos é 13,4 vezes maior que o dos 40% mais pobres. O índice de Gini, que mede a desigualdade, caiu para 0,506, comparado a 0,518 no ano anterior.
Esses dados indicam uma melhora em relação ao pico de 17,1 vezes registrado em 2018. Quando analisamos o 1% mais rico, a diferença de rendimento é de 36,2 vezes, uma queda em relação ao recorde de 48,9 vezes em 2019. Apesar do progresso, o Brasil ainda apresenta uma disparidade significativa em comparação a países com índices de Gini entre 0,250 e 0,350.
Metodologia de Apuração
A metodologia do IBGE, baseada em pesquisas amostrais, pode subestimar rendimentos provenientes de capital, como juros e aluguéis. Essa abordagem pode dar uma impressão errônea sobre a tendência da desigualdade. Estudos, como os do economista francês Thomas Piketty, sugerem que dados de declarações do Imposto de Renda oferecem uma visão mais precisa da disparidade.
Pesquisas recentes, como a do Insper em 2021, também consideraram rendas não monetárias, como acesso a saúde e educação, que poderiam reduzir a percepção de desigualdade. Apesar das críticas, os resultados do IBGE são um sinal positivo de melhora no bem-estar material dos mais pobres, impulsionado por emprego e benefícios sociais.
Caminho a Percorrer
Embora os dados mostrem avanços, o combate à desigualdade social no Brasil ainda enfrenta desafios significativos. A trajetória para uma distribuição de renda mais equitativa requer esforços contínuos e políticas eficazes.
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