A pressão para que os funcionários voltem ao trabalho presencial tem aumentado, com empresas como a Amazon exigindo a presença física, mesmo com críticas sobre essa abordagem. Profissionais da geração Z estão adotando uma prática chamada “task masking”, que consiste em parecer mais ocupados do que realmente estão, o que pode causar estresse e esgotamento. Essa estratégia surgiu porque muitos jovens não podem simplesmente deixar seus empregos devido à competitividade do mercado. Em vez disso, eles tentam mostrar que estão trabalhando duro, mesmo que não estejam. Gestores notaram que isso leva a reuniões desnecessárias e a uma má gestão do tempo. Especialistas afirmam que a falta de engajamento e a ineficiência podem ocorrer em qualquer ambiente de trabalho, e que o problema não é a localização, mas sim a forma como os funcionários são gerenciados. Além disso, muitos trabalhadores já admitiram fingir produtividade para equilibrar a vida pessoal e profissional. Essa prática pode não afetar o desempenho, mas pode prejudicar o bem-estar dos funcionários. Especialistas recomendam que, em vez de parecer ocupado, os trabalhadores conversem com seus gestores sobre melhorias no ambiente de trabalho e na carga de tarefas.
Profissionais da geração Z adotam “task masking” em resposta ao retorno ao trabalho presencial
A pressão para o retorno ao trabalho presencial tem crescido, com empresas como a Amazon exigindo a presença física de seus funcionários. Essa mudança ocorre mesmo diante de críticas sobre a eficácia dessa abordagem. Profissionais da geração Z estão respondendo a essa exigência com uma nova estratégia chamada “task masking”, que consiste em aparentar estar mais ocupado do que realmente estão.
Desde que a Amazon implementou o retorno obrigatório ao escritório no final do ano passado, outras empresas têm seguido o mesmo caminho. Gestores acreditam que a presença física resulta em maior produtividade, mas essa percepção pode estar equivocada. Jovens profissionais, frustrados com a situação, não podem simplesmente deixar seus empregos devido à competitividade do mercado. Em vez disso, eles recorrem ao “task masking”, que envolve ações como andar apressadamente com um laptop ou digitar de forma exageradamente barulhenta.
Impactos do “task masking”
A plataforma career.io, que popularizou o termo, aponta que o “task masking” aumentou à medida que as empresas exigem mais tempo no escritório. Amanda Augustine, coach de carreira, destaca que essa prática reflete a crença de que presença não é sinônimo de produtividade. Gestores notaram um aumento em reuniões desnecessárias e na distribuição de tarefas simples ao longo do dia, tudo para manter a aparência de ocupação.
Jenni Field, fundadora da Redefining Communications, afirma que a falta de engajamento pode ocorrer em qualquer ambiente de trabalho. Ela ressalta que o problema não está no local de trabalho, mas na gestão e nas expectativas. Um diretor de recursos humanos relatou um aumento no uso de softwares que simulam o movimento do mouse, indicando que os funcionários estão tentando parecer ocupados.
Reflexões sobre o ambiente de trabalho
Victoria McLean, CEO da City CV, alerta que o “task masking” deve ser um sinal de alerta para os gestores. Se os funcionários sentem a necessidade de aparentar produtividade, é crucial entender por que seu trabalho não é valorizado. A prática pode levar a um aumento do estresse e do esgotamento, prejudicando o bem-estar dos trabalhadores.
Uma pesquisa da Workhuman revelou que trinta e seis por cento dos trabalhadores admitiram fingir produtividade, buscando um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Cerca de setenta por cento afirmaram que essa prática não impactou seu desempenho. Especialistas sugerem que, em vez de focar na aparência de trabalho, os funcionários devem buscar um diálogo aberto com seus gestores sobre carga de trabalho e flexibilidade.
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