O Itaú Unibanco revisou sua previsão para a taxa Selic, agora projetando que ela ficará em 14,75% até o final de 2025, ao invés de 15,25% como antes. O banco acredita que o Banco Central encerrou o ciclo de aumento de juros e que a taxa deve permanecer alta por um tempo. Os cortes nos juros devem começar apenas em 2026, quando a Selic deve cair para 12,75%. As previsões de inflação e crescimento do PIB foram mantidas, com a inflação esperada em 5,5% para 2025 e 4,4% para 2026, e o crescimento do PIB em 2,2% para 2025 e 1,5% para 2026. O Itaú também destacou a importância de controlar os gastos públicos e a necessidade de medidas de contenção de despesas, especialmente na próxima revisão orçamentária. A projeção para o dólar permanece em R$ 5,75 para 2025 e 2026, refletindo um cenário econômico volátil.
O Itaú Unibanco revisou suas projeções para a taxa Selic, agora estimando que ela se manterá em 14,75% ao ano até dezembro de 2025, com cortes previstos apenas para 2026. O banco havia projetado anteriormente uma Selic de 15,25% para o final de 2023. A revisão foi divulgada em um relatório de cenário macroeconômico nesta sexta-feira, 16 de maio.
O economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, destacou que o Banco Central demonstrou confiança na política monetária atual, que é considerada suficientemente contracionista para controlar a inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) encerrou o ciclo de alta de juros ao elevar a Selic para 14,75% na última reunião, mas deixou em aberto a possibilidade de novos ajustes.
As projeções de inflação foram mantidas, com expectativa de 3,6% para o quarto trimestre de 2026, acima do centro da meta de 3%. O Itaú acredita que a Selic nesse patamar permitirá uma inflação em torno de 3,3% ao final de 2026, o que justifica a pausa nos ajustes. Contudo, não há espaço para cortes em 2025, devido à resiliência da atividade econômica e à desancoragem das expectativas de inflação.
Cenário Fiscal e PIB
O relatório também enfatiza a necessidade de controle fiscal. O Itaú manteve a projeção de déficit fiscal primário em 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 e 2026, abaixo do alvo de -0,6% do PIB para este ano. O banco ressalta a importância de medidas robustas de contenção de despesas, especialmente na próxima revisão orçamentária marcada para 22 de maio.
Em relação ao crescimento do PIB, o Itaú manteve a previsão de 2,2% para 2025 e 1,5% para 2026. A atividade econômica deve desacelerar mais claramente no segundo semestre, após um bom desempenho inicial, impulsionado pelo setor agropecuário e pelo consumo. A inflação projetada é de 5,5% em 2025 e 4,4% em 2026, com riscos equilibrados no curto prazo.
O banco também manteve a estimativa de câmbio em R$ 5,75 para o dólar em 2025 e 2026, refletindo um cenário externo volátil e incertezas internas que limitam uma apreciação significativa da moeda brasileira.
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