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J.P. Morgan revisa crescimento global e melhora perspectivas para o Brasil

J.P. Morgan revisa previsões de crescimento para EUA, China e Brasil após acordo comercial, reduzindo risco de recessão global.

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O J.P. Morgan, um dos maiores bancos do mundo, mudou suas previsões de crescimento para os EUA, China e Brasil após um acordo comercial entre os dois países. Antes do acordo, o banco esperava uma recessão nos EUA e no Brasil, mas agora acredita que a economia global terá um desempenho melhor. A projeção do PIB dos EUA subiu de 1,2% para 2%, a da China de 4,1% para 4,8% e a do Brasil de 1,9% para 2,3%. Apesar dessa melhora, a economista-chefe do J.P. Morgan para o Brasil, Cassiana Fernandez, alerta que ainda há uma expectativa de desaceleração na atividade econômica brasileira na segunda metade do ano. O banco também prevê que o Banco Central do Brasil poderá começar a cortar a taxa de juros, a Selic, em dezembro, após uma última alta em junho. A probabilidade de uma recessão global caiu de 60% para menos de 50%, mas ainda há incertezas, principalmente relacionadas às tarifas comerciais. A desaceleração da economia brasileira será influenciada por fatores externos, como a situação econômica global, e internos, como a taxa de juros elevada e um impulso fiscal menor.

O J.P. Morgan revisou suas previsões de crescimento econômico para os Estados Unidos, China e Brasil após um acordo comercial entre os dois países. O banco, que anteriormente projetava uma recessão, agora reduz a probabilidade de uma recessão global para menos de 50%. A mudança ocorreu após a trégua de noventa dias nas tarifas entre os EUA e a China, anunciada no início da semana.

A chefe de pesquisa econômica para a América Latina do J.P. Morgan, Cassiana Fernandez, destacou que o acordo é significativo e impacta positivamente a economia brasileira. O banco elevou a projeção do PIB dos EUA de 1,2% para 2%, da China de 4,1% para 4,8% e do Brasil de 1,9% para 2,3%. Apesar da melhora, a expectativa é de uma desaceleração na atividade econômica no Brasil na segunda metade do ano.

Fernandez também mencionou que o Banco Central brasileiro pode iniciar cortes na taxa Selic em dezembro de 2025, após uma possível elevação para 15% na próxima reunião em junho. A desaceleração da economia global e a alta taxa de juros são fatores que ainda preocupam o banco.

O CEO do J.P. Morgan, Jamie Dimon, afirmou que a recessão não pode ser descartada, embora a situação tenha melhorado. Ele ressaltou que a incerteza nas tarifas ainda persiste e que o impacto das políticas tarifárias pode afetar os investimentos nos EUA. A volatilidade do mercado continua alta, mas a expectativa é de que a recente trégua nas tarifas traga um alívio temporário.

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