O Brasil precisa reduzir em 10% as emissões de carbono da aviação até 2037, conforme a Lei do Combustível do Futuro. Para isso, o país está investindo na produção de SAF, um combustível sustentável que pode substituir o querosene. A Vibra começou a vender SAF importado, enquanto a Petrobras e a Acelen planejam produzir localmente. Juntas, essas empresas estão investindo R$ 28 bilhões, com a expectativa de que a demanda por SAF chegue a 1,75 bilhão de litros por ano até 2037. O custo de produção do SAF é alto, cerca de 2,5 a 3 vezes mais que o querosene, e isso representa um desafio para as companhias aéreas. A Acelen, por exemplo, quer se tornar uma fornecedora global de SAF e está investindo em uma biorrefinaria na Bahia. O governo também precisa criar regras claras para ajudar as empresas a se adaptarem a essa nova realidade. A Latam e a Gol estão atentas a essas mudanças e buscam garantir que o custo extra do SAF não seja repassado aos passageiros.
O Brasil se prepara para reduzir em 10% suas emissões de carbono na aviação até 2037, conforme a Lei do Combustível do Futuro. A legislação prevê a introdução do combustível sustentável de aviação (SAF), que substituirá o querosene fóssil. A Vibra já iniciou a venda de SAF importado, enquanto Petrobras e Acelen planejam a produção local.
Os investimentos no setor somam R$ 28 bilhões, com a demanda nacional projetada para crescer de 126 milhões de litros em 2027 para 1,75 bilhão de litros por ano até 2037. A Vibra, que começou a comercializar SAF, utiliza óleo de cozinha usado. A Petrobras deve iniciar a produção em escala comercial ainda este ano, utilizando óleos vegetais em suas refinarias.
Projetos em Andamento
A Acelen, controlada pelo fundo árabe Mubadala, planeja produzir SAF na Bahia a partir de 2026, utilizando a macaúba como matéria-prima. O projeto da Brasil BioFuels em Manaus também está em desenvolvimento, mas com menos avanço. A consultoria L.E.K. estima que a demanda por SAF representará um custo adicional de US$ 140 milhões no primeiro ano da transição, podendo chegar a US$ 1,4 bilhão até 2037.
O custo de produção do SAF, que é 2,5 a 3 vezes mais caro que o querosene, é um desafio. Clayton Souza, da L.E.K., afirma que sem incentivos e regulamentações, a viabilidade econômica do SAF é questionável. Um estudo do MIT, financiado por Latam e Airbus, sugere que o Brasil deve investir US$ 84 bilhões nos próximos 25 anos para atender à demanda crescente.
Desafios e Oportunidades
Rosana Santos, do Instituto E+ Transição Energética, destaca que o SAF representa uma “oportunidade de ouro” para o Brasil, mas ressalta desafios regulatórios e logísticos. A Acelen busca se tornar uma fornecedora global de combustível verde, apesar das regras não padronizadas no mercado internacional.
A Finep e o BNDES receberam 76 propostas para a construção de biorrefinarias, totalizando R$ 167 bilhões em negócios. O governo ainda precisa regulamentar a Lei do Combustível do Futuro e definir mecanismos de certificação. A Latam e a Gol Linhas Aéreas estão atentas às discussões sobre a viabilidade do SAF, que é crucial para a descarbonização do setor aéreo.
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