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Marajó enfrenta erosão e pobreza extrema enquanto se prepara para a COP30

Erosão e maré alta transformam Marajó em refúgio ambiental, enquanto a COP30 destaca a urgência de soluções para a pobreza e a crise climática.

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Marajó, um arquipélago no Pará, enfrenta sérios problemas, como pobreza e baixos índices de desenvolvimento. Recentemente, a erosão costeira e a maré alta têm causado grandes danos, fazendo com que moradores se tornem refugiados ambientais. A maré alta, especialmente nas luas nova e cheia, tem destruído casas e comunidades, como a do Pesqueiro, na Reserva Extrativista Marinha de Soure. Os moradores, como Lucineide Borges, vivem com medo de perder tudo para as águas. Eles pedem ajuda das autoridades para se realocar e se adaptar às mudanças climáticas. Marajó é um exemplo das riquezas e misérias da Amazônia, com municípios que têm alguns dos piores índices de qualidade de vida do Brasil. A região também sofre com a falta de acesso à internet e serviços básicos, além de estar isolada, dificultando a comunicação entre as comunidades. A erosão, agravada por fatores humanos e naturais, tem avançado rapidamente, e muitos moradores relatam a perda de suas casas e meios de subsistência. O lixo trazido pela maré também é um grande problema, poluindo as praias e afetando a vida local. Apesar de algumas melhorias, como a chegada de luz elétrica, a falta de saneamento básico e água potável continua a ser um desafio. A situação é crítica, com altos índices de doenças relacionadas à água e a necessidade urgente de políticas públicas que atendam às demandas da população.

Marajó, um arquipélago no Pará, enfrenta sérios problemas socioeconômicos, com altos índices de pobreza e baixos indicadores de desenvolvimento humano. Recentemente, a erosão costeira e a maré alta têm devastado comunidades, forçando moradores a se tornarem refugiados ambientais. A COP30 é vista como uma oportunidade para destacar esses problemas, além do desmatamento.

Na comunidade do Pesqueiro, na Reserva Extrativista Marinha de Soure, a maré alta tem causado estragos. Lucineide Borges, moradora de 52 anos, relata que sua casa, antes a um quilômetro do rio, agora está ameaçada pelas ondas. “A noite é pior. A maré cresce e somos quatro aqui, achando que a qualquer momento seremos levadas pelas águas”, afirma. Os vizinhos, muitos desalojados, tentam arrecadar recursos para construir novas casas, mas a falta de terrenos seguros é um desafio.

Três municípios de Marajó estão entre os dez com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) do Brasil. Melgaço, Chaves e Bagre apresentam índices alarmantes, enquanto Soure e Salvaterra têm IDHM médio, mas com mais da metade da população vivendo em extrema pobreza. A ecóloga do Museu Paraense Emílio Goeldi, Ima Vieira, destaca que Marajó é uma síntese da Amazônia, com riqueza cultural e biodiversidade, mas também com altos índices de miséria.

A erosão costeira é agravada por fatores humanos e climáticos. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais revela que a erosão se intensificou nas últimas cinco décadas. Seis dos doze municípios da ilha enfrentam áreas de risco. A pesquisa indica que a vulnerabilidade ao clima aumenta devido ao desmatamento e à urbanização desordenada.

Além da erosão, a falta de saneamento básico é crítica. Cerca de 68,6% da população de Marajó não tem acesso a água tratada. A coleta de esgoto é praticamente inexistente, o que resulta em altos índices de doenças. A presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, alerta que a qualidade da água é precária e afeta a saúde e o desenvolvimento socioeconômico da população.

Marajó, com sua rica cultura e biodiversidade, enfrenta desafios que exigem atenção urgente. A COP30 pode ser uma plataforma para chamar a atenção para a realidade da região, que vai além do desmatamento.

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