Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil fortalece laços comerciais com a China durante visita de Lula

Após a visita de Lula a Pequim, Brasil e China avançam em cooperação financeira com novos acordos para captação de recursos e estabilidade cambial.

0:00
Carregando...
0:00

Após a visita do presidente Lula à China, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, assinou um acordo com o Banco Popular da China para facilitar a captação de recursos no mercado de panda bonds e reativar o swap cambial entre os dois países. Galípolo se encontrou com o presidente do BC chinês, Pan Gongsheng, para discutir como empresas da América Latina podem obter recursos na China. O Brasil vê a China como um investidor em seus títulos públicos, atraído pelos juros mais baixos na China em comparação com os altos juros no Brasil. Empresas como a Suzano já levantaram 1,2 bilhão de renminbis, cerca de R$ 940 milhões, através de panda bonds, e a Vale também está considerando fazer o mesmo. O acordo assinado visa abrir mais o mercado financeiro chinês para empresas brasileiras. Galípolo destacou a importância da cooperação financeira e da utilização de moedas bilaterais, enquanto o BC chinês mencionou que o mercado de panda bonds está se tornando mais acessível. A reativação do swap cambial foi discutida como uma forma de garantir estabilidade financeira, sem relação com a desdolarização nas trocas comerciais.

Após a visita do presidente Lula a Pequim, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, firmou um memorando com o Banco Popular da China. O objetivo é facilitar a captação de recursos no mercado de panda bonds e reativar o swap cambial entre Brasil e China.

Durante a missão, Galípolo se reuniu com o presidente do BC chinês, Pan Gongsheng, para discutir como as empresas latino-americanas podem captar recursos na China. O Brasil vê a China como um potencial investidor em seus títulos públicos, especialmente devido aos juros mais baixos e ao excesso de poupança no país asiático. Um exemplo apresentado foi a comparação entre um ativo de dez anos na China, que oferece 1,5% de juros, e um ativo brasileiro que chega a 15%.

A complementaridade econômica entre Brasil e China é vista como vantajosa para ambos os lados. Enquanto empresas brasileiras buscam captar recursos no mercado chinês, os investidores chineses estão em busca de ativos rentáveis. A força-tarefa liderada por Galípolo, que começou em outubro do ano passado, resultou em avanços significativos nas negociações.

Avanços nas Negociações

Empresas como a Suzano já levantaram 1,2 bilhão de renminbis, equivalentes a R$ 940 milhões, através de panda bonds. A Vale também estuda realizar operações semelhantes. O memorando assinado por Galípolo e Pan visa abrir ainda mais o mercado financeiro chinês para operações com títulos em renminbi, facilitando o acesso para empresas brasileiras.

No evento voltado à América Latina, Galípolo destacou a importância da cooperação financeira entre Brasil e China. Ele mencionou a necessidade de expandir o uso de moedas bilaterais e melhorar a interconexão dos sistemas de pagamento. O presidente do BC chinês, por sua vez, ressaltou que a abertura financeira da China tem se aprofundado, tornando o mercado de panda bonds mais inovador e acessível.

A reativação do swap cambial entre os dois países também foi um ponto importante nas discussões. Galípolo explicou que esse contrato visa garantir a estabilidade financeira e não está relacionado à desdolarização nas trocas comerciais entre Brasil e China.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais