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Brasil e EUA trocam petróleo em alta, com exportações superando importações em 2024

Brasil se torna alternativa ao suprimento europeu de petróleo, com 52% da produção exportada em 2024, enquanto a Petrobras perde participação.

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Em 2024, o Brasil se destacou como um grande exportador de petróleo, enviando 52% de sua produção para o exterior, principalmente para a China e os EUA, e se tornando uma alternativa ao fornecimento europeu devido às sanções à Rússia. A Petrobras, embora ainda importante, viu sua participação nas exportações brasileiras cair de 43% em 2021 para 38% em 2024, e de 42% para 17% nas exportações para os EUA. O Brasil exportou US$ 7,5 bilhões em petróleo bruto e óleos combustíveis, enquanto importou US$ 6,4 bilhões dos EUA, que também vendeu óleos leves para complementar sua produção. O petróleo brasileiro é de alta qualidade, com baixo teor de enxofre, enquanto o americano tem características diferentes. O futuro desse comércio depende da capacidade de ambos os países de manter reservas e atender à demanda, especialmente com a transição energética que deve manter o petróleo relevante até 2050.

O Brasil se consolidou como um importante exportador de petróleo em 2024, enviando 52% de sua produção para o exterior, especialmente para os Estados Unidos e China. Essa mudança ocorre em um contexto de sanções à Rússia, que afetaram o suprimento europeu.

O óleo bruto ocupa a primeira posição entre os produtos brasileiros exportados para os EUA. Em contrapartida, o Brasil importou US$ 6,4 bilhões em petróleo dos EUA, uma queda em relação ao ano anterior. A Petrobras, embora ainda relevante, viu sua participação nas exportações totais do Brasil cair de 43% em 2021 para 38% em 2024.

O petróleo brasileiro, em sua maioria originado do pré-sal, é caracterizado por ter teores médios ou baixos de enxofre, o que o torna de alta qualidade. Mahatma Ramos dos Santos, diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), destaca que esse tipo de petróleo exige um processo de refino menos complexo.

A Petrobras também importa óleos leves do Golfo americano para otimizar sua produção. Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), explica que a configuração técnica das refinarias determina a escolha do petróleo a ser processado.

Em 2024, o Brasil exportou US$ 7,5 bilhões em petróleo bruto e óleos combustíveis, um aumento de 23,1% em relação ao ano anterior. O crescimento das exportações reflete a busca por alternativas ao petróleo russo. João Victor Marques Cardoso, pesquisador da FGV Energia, afirma que o Brasil se tornou uma alternativa viável para o suprimento europeu.

A relação comercial entre Brasil e EUA é complexa, com ambos os países comprando e vendendo petróleo. O futuro desse fluxo dependerá da capacidade de reposição de reservas e da transição energética, que ainda manterá o petróleo como uma fonte relevante até 2050.

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