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Empresas brasileiras enfrentam desafios para financiar exportações aos EUA

Governo federal propõe Eximbank brasileiro e reforça financiamento público para exportações, visando aumentar competitividade no mercado dos EUA.

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As empresas brasileiras têm dificuldades para financiar suas exportações, especialmente para os EUA, onde dependem de instituições privadas. O governo federal está tentando mudar isso, promovendo alternativas públicas de financiamento, como o BNDES e o Proex. No entanto, essas opções ainda não recuperaram seu espaço no mercado. Atualmente, 99,7% do financiamento das exportações brasileiras vem de bancos privados. O BNDES, por exemplo, liberou US$ 21 bilhões para exportações para os EUA entre 1991 e 2024, mas a demanda das empresas ainda é incerta. O Proex, que ajuda a equalizar taxas de juros, também enfrenta limitações, com recursos escassos. Um projeto de lei no Congresso busca criar um Eximbank brasileiro para melhorar o financiamento das exportações, especialmente para os EUA, e reabrir o financiamento para serviços, que foi cortado em 2016. Essa mudança pode ajudar a aumentar a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

As empresas brasileiras enfrentam dificuldades para financiar suas exportações, especialmente para os Estados Unidos. A dependência de instituições privadas compromete a competitividade dos produtos, principalmente no setor industrial. O governo federal está buscando alternativas públicas de financiamento, como as linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

Dados recentes indicam que as instituições privadas respondem por 99,7% do financiamento das exportações brasileiras. Até março de 2025, o estoque de financiamento da banca nacional alcançou R$ 138,8 bilhões, com concessões de R$ 69 bilhões em um ano. O BNDES, por sua vez, liberou US$ 21 bilhões para o financiamento pós-embarque com destino aos EUA entre 1991 e 2024, representando quase metade do total desembolsado.

O Proex, gerido pelo Banco do Brasil, também desempenha um papel crucial. Entre 2019 e março deste ano, o programa desembolsou R$ 566 milhões para apoiar 737 operações de embarques aos EUA. Para 2025, o Proex terá R$ 1,750 bilhão disponíveis, mas a modalidade de equalização de taxas de juros conta apenas com R$ 820 milhões, o que é considerado insuficiente.

Proposta de Eximbank

A criação de um Eximbank brasileiro, prevista no projeto de lei 5729/23, visa restabelecer o sistema público de financiamento às exportações. O texto, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, pode ter um impacto significativo no comércio com os EUA. O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, destaca que, nos últimos 20 anos, o financiamento de produtos básicos foi viabilizado pelas tradings, enquanto as vendas para os EUA se concentraram em manufaturas.

A falta de apoio público adequado pode resultar em perda de competitividade para as empresas brasileiras. O diretor do BNDES, José Luis Gordon, observa que mais de noventa países possuem sistemas de financiamento mais robustos, o que coloca as empresas brasileiras em desvantagem. O Ex-Im Bank dos EUA, por exemplo, disponibilizará US$ 11,7 bilhões para alavancar suas exportações em 2025.

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