A cientista Mariangela Hungria, da Embrapa, ganhou o Prêmio Mundial de Alimentação, considerado o “Nobel da agropecuária”, por suas pesquisas sobre microrganismos que ajudam a capturar nitrogênio. Essa descoberta gerou uma economia de R$ 25 bilhões e reduziu 230 milhões de toneladas de emissões de CO2. Mariangela isolou microrganismos do solo que diminuem a necessidade de fertilizantes químicos, aumentando a produtividade agrícola e promovendo o uso de produtos biológicos. A agricultura brasileira, que se transformou em um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, teve um crescimento de 3,2% na produtividade anual entre 2000 e 2019, superando a média global. O reconhecimento a Mariangela destaca a importância da pesquisa científica para o avanço do setor agrícola no Brasil. Ela segue o legado de outros pesquisadores da Embrapa, mostrando que a inovação é fundamental para o desenvolvimento agrícola.
A cientista Mariangela Hungria, da Embrapa, foi agraciada com o Prêmio Mundial de Alimentação, uma honraria reconhecida como o “Nobel da agropecuária”. O prêmio foi concedido em reconhecimento às suas pesquisas sobre microrganismos que melhoram a captura de nitrogênio, resultando em economia de R$ 25 bilhões e na redução de 230 milhões de toneladas de emissões de CO2.
Mariangela isolou microrganismos do solo que atuam como agentes de captura de nitrogênio, diminuindo a dependência de fertilizantes químicos. Essa inovação não apenas aumentou a produtividade agrícola, mas também promoveu o uso de produtos biológicos. A trajetória da pesquisadora reflete a evolução da ciência agrícola no Brasil, onde a pesquisa e a inovação têm sido fundamentais para o crescimento do setor.
Avanços na Agricultura Brasileira
A agricultura brasileira passou por uma transformação significativa nas últimas décadas, tornando-se um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Entre 2000 e 2019, a produtividade no campo cresceu 3,2% ao ano, superando a média global de 1,7%. De 1975 a 2020, a produtividade agrícola aumentou 400%, evidenciando o impacto das inovações científicas.
A contribuição da ciência e tecnologia para o valor bruto da produção agrícola subiu de 50% para 60% entre 1995 e 2017. O Brasil, que há 50 anos importava mais alimentos do que exportava, agora se destaca no mercado global. O reconhecimento a Mariangela Hungria é um lembrete da importância do conhecimento científico para o avanço econômico.
Legado e Futuro
Mariangela Hungria segue os passos de outros pesquisadores da Embrapa, como Edson Lobato, que recebeu o mesmo prêmio em 2006. O legado de sua pesquisa e de outros cientistas é claro: a inovação é essencial para o desenvolvimento agrícola. O prêmio serve como um chamado para todos os setores da economia, enfatizando que o progresso depende da pesquisa e do conhecimento.
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