O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 1,9 ponto em maio, alcançando 86,7, marcando a terceira alta consecutiva. Isso mostra um leve otimismo entre os consumidores, que ainda enfrentam dificuldades econômicas. A economista Anna Carolina Gouveia, que analisa o indicador, explica que a confiança caiu bastante entre dezembro e fevereiro, mas agora as expectativas sobre a economia local estão um pouco melhores. Apesar disso, a situação financeira das famílias ainda é preocupante, com altos níveis de endividamento. A inflação está acima da meta, mas não descontrolada, o que ajuda a diminuir o pessimismo. A alta do ICC foi notada em todas as faixas de renda, especialmente entre quem ganha até R$ 2.100, que teve uma melhora na percepção da situação financeira. O mercado de trabalho continua forte, o que também ajuda a aumentar a confiança dos consumidores, que esperam um primeiro semestre de 2023 melhor do que o esperado.
Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo FGV Ibre, apresentou alta. Em maio, o índice subiu 1,9 ponto, alcançando 86,7. Essa recuperação indica um leve otimismo entre os consumidores, que ainda enfrentam desafios econômicos.
A economista Anna Carolina Gouveia, responsável pelo indicador, destaca que a confiança dos consumidores sofreu um impacto significativo entre dezembro e fevereiro. Apesar da alta do ICC, somente o indicador sobre as expectativas em relação à economia local futura ultrapassou os 100 pontos nos últimos dois meses, sinalizando um otimismo moderado.
A situação financeira das famílias, no entanto, ainda não apresenta a mesma recuperação. Anna Carolina observa que a percepção sobre a economia atual e futura melhorou gradualmente nos últimos meses, embora o endividamento continue sendo um fator preocupante. A economista ressalta que a inflação, embora acima da meta, não está descontrolada, contribuindo para a redução do pessimismo.
Avanços por Faixa de Renda
Os dados de maio mostram que a alta do ICC foi observada em todas as faixas de renda, especialmente entre os consumidores com renda de até R$ 2.100, que interromperam uma sequência de cinco quedas. A melhora na situação financeira atual das famílias foi um dos principais fatores para o aumento da confiança.
A economista destaca que o mercado de trabalho permanece forte, o que tem influenciado positivamente a percepção dos consumidores. Apesar do cenário de endividamento, a expectativa é que o primeiro semestre de 2023 seja melhor do que o previsto, refletindo uma economia mais resiliente.
Entre na conversa da comunidade