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Justiça alemã impõe penas de prisão a ex-executivos da Volkswagen por fraude

Justiça alemã condena ex-dirigentes da Volkswagen por "dieselgate"; penas vão de um ano e três meses a quatro anos e meio de prisão.

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Quatro ex-dirigentes da Volkswagen foram condenados na Alemanha por sua participação no escândalo “dieselgate”, que começou em 2015. As penas de prisão variam de um ano e três meses a quatro anos e meio. O juiz Christian Schütz afirmou que as autoridades não foram informadas sobre as emissões reais dos veículos, que eram muito mais altas do que as declaradas. A Volkswagen admitiu que cerca de 11 milhões de carros tinham um software que enganava os testes de poluição, resultando em multas e indenizações que já somam cerca de 33 bilhões de euros. Entre os condenados, Jens H., ex-chefe de desenvolvimento de motores a diesel, recebeu a pena mais longa. Os condenados podem recorrer das sentenças, e o ex-CEO Martin Winterkorn ainda enfrenta processos separados. Ele renunciou após o escândalo e nega qualquer responsabilidade. Outros processos relacionados ao caso foram arquivados após acordos de pagamento. Em junho de 2023, Rupert Stadler, ex-CEO da Audi, também foi condenado por fraude. A Volkswagen continua lidando com os danos à sua reputação.

A Justiça alemã condenou quatro ex-dirigentes da Volkswagen por envolvimento no escândalo “dieselgate”, que veio à tona em 2015. As penas variam de um ano e três meses a quatro anos e meio de prisão. O caso revelou que a montadora utilizou software para manipular medições de emissões em milhões de veículos, burlando testes ambientais.

O juiz Christian Schütz, do Tribunal de Braunschweig, destacou que as autoridades não foram informadas sobre as emissões reais, que eram significativamente mais altas. A Volkswagen admitiu que cerca de 11 milhões de carros globalmente foram equipados com o software que enganava os testes de poluição. O escândalo resultou em uma crise sem precedentes para a empresa, que já custou aproximadamente 33 bilhões de euros em multas e indenizações.

Entre os condenados, Jens H., ex-chefe de desenvolvimento de motores a diesel, recebeu a pena mais severa: quatro anos e meio de prisão. Hanno J., ex-chefe de eletrônica de acionamento, foi sentenciado a dois anos e sete meses. Heinz-Jakob Neusser, ex-chefe de desenvolvimento, e Thorsten D., ex-chefe de departamento, foram condenados a penas menores, ambas em liberdade condicional.

Desdobramentos do Caso

Os condenados têm a opção de recorrer das sentenças. Este julgamento é apenas uma parte do processo, já que o ex-CEO Martin Winterkorn ainda enfrenta acusações separadas. Ele renunciou ao cargo após o escândalo e foi processado pelo Ministério Público em 2019. Sua parte no caso foi separada por motivos de saúde, gerando indignação entre os envolvidos.

Winterkorn, que foi o executivo mais bem pago da Alemanha, negou qualquer responsabilidade durante seu depoimento. Recentemente, ele se envolveu em um acidente que interrompeu seu julgamento. Enquanto isso, os quatro réus acusaram uns aos outros e também Winterkorn durante o processo.

Além disso, outros processos relacionados ao escândalo foram arquivados após acordos de pagamento de multas. Em junho de 2023, Rupert Stadler, ex-CEO da Audi, foi condenado a um ano e nove meses de prisão em liberdade condicional por fraude. O desfecho dos processos ainda está em aberto, com a Volkswagen enfrentando um legado de danos à sua reputação.

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