Paulo Passoni, da Valor Capital, acredita que o Brasil pode se destacar como exportador de tecnologia blockchain, além de suas áreas tradicionais como commodities e agronegócio. Ele menciona a criação do Drex pelo Banco Central, que deve facilitar transações e permitir a tokenização de ativos reais, tornando investimentos mais acessíveis. Passoni vê o Brasil como um laboratório para testar essas tecnologias, atraindo a atenção global. Ele também destaca o crescimento das stablecoins na América Latina e menciona oportunidades em indústrias tradicionais, como a marca de sapatos Larroudé, que tem ganhado reconhecimento internacional. A expectativa é que as startups brasileiras comecem a abrir capital a partir de 2027, enquanto o mercado de IPOs nos EUA deve se reaquecer antes disso.
Desde a ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, as novas configurações geopolíticas têm gerado expectativas em relação ao Brasil, especialmente em setores como commodities e agronegócio. Paulo Passoni, managing partner da Valor Capital, destaca o potencial do Brasil como exportador de tecnologia blockchain.
“Eu acho que o Brasil vai exportar blockchain. O país é o laboratório do mundo para o teste em escala de blockchains como infraestrutura para tokenização de ativos reais”, afirmou Passoni. Ele se refere à introdução do Drex, moeda digital em desenvolvimento pelo Banco Central, que deve facilitar transações e democratizar o acesso a investimentos.
O mercado aguarda o lançamento da infraestrutura do Drex, previsto para este ano. Passoni acredita que o Brasil está na vanguarda dessa tecnologia, que pode atrair investidores internacionais e abrir novas oportunidades de negócios. “Nós provavelmente estamos no cutting edge disso no Brasil e é a próxima fronteira”, disse.
Além do blockchain, Passoni vê oportunidades em indústrias tradicionais. Ele citou a grife de sapatos femininos Larroudé, que tem ganhado reconhecimento global e conquistado celebridades. O crescimento das stablecoins na América Latina também é notável, com um aumento de seis vezes nos últimos doze meses.
“Aproximadamente 90% dos fluxos de criptoativos no Brasil estão ligados hoje às stablecoins”, destacou Passoni. A Valor Capital investe em startups que utilizam blockchain, como a Cloudwalk, que combina inteligência artificial e blockchain para oferecer serviços financeiros.
A expectativa é que as startups brasileiras tenham um ambiente mais favorável para IPOs (ofertas públicas iniciais) a partir de 2027. Passoni explicou que o mercado de ações nos Estados Unidos deve esperar esse período devido à corrida presidencial no Brasil em 2026.
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