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Credores da Intercement pedem auditoria ao TCU e alertam sobre riscos ao Banco do Brasil

Credores da Intercement pedem auditoria ao TCU, alertando sobre perdas de R$ 219 milhões ao Banco do Brasil na reestruturação da dívida.

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Os credores da Intercement pediram ao Tribunal de Contas da União para auditar a reestruturação financeira da empresa, alegando que isso pode causar perdas de R$ 219 milhões ao Banco do Brasil. A solicitação foi feita em 1º de maio e aumenta a pressão sobre o banco, que ainda não se posicionou sobre a proposta. A Intercement, que deve US$ 750 milhões e entrou com pedido de recuperação judicial em dezembro, está tentando consolidar suas dívidas, o que os credores afirmam que prejudicaria a recuperação de seus créditos. Um juiz já aprovou a proposta de consolidação, mas os detentores dos títulos, incluindo a Moneda Asset Management e a Redwood Capital, resistem, pedindo que a família Camargo Corrêa venda ações de sua holding para pagar dívidas. Enquanto isso, os detentores dos títulos alertam que o plano pode resultar em perdas significativas para o Banco do Brasil, o que poderia complicar ainda mais a situação da Intercement.

Os detentores de títulos da dívida externa da Intercement solicitaram ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria da proposta de reestruturação da empresa. O pedido, feito em 1º de maio, aponta que a reestruturação pode resultar em perdas de R$ 219 milhões ao Banco do Brasil, aumentando a pressão sobre a instituição.

A proposta de reestruturação da Intercement, controlada pela família Camargo Corrêa, surge após a empresa ter declarado inadimplência de US$ 750 milhões em títulos da dívida externa. O banco ainda não se posicionou oficialmente sobre a proposta, que será discutida em uma reunião marcada para 5 de junho. A Intercement e sua holding, Mover, afirmaram desconhecer os documentos que pedem a auditoria e destacaram que os pleitos dos credores foram indeferidos pelo Judiciário.

Os credores, incluindo a Moneda Asset Management e a Redwood Capital, alegam que a proposta de consolidação da dívida de R$ 11 bilhões da Intercement com os R$ 3,2 bilhões da holding Mover prejudicaria a recuperação de seus créditos. Um juiz já aprovou a consolidação, mas os detentores dos títulos insistem que a dívida da holding deve ser paga antes das demais.

A holding Mover, também em recuperação judicial, deve R$ 3,2 bilhões ao Banco Bradesco. Os detentores dos títulos querem que a família Camargo Corrêa venda ações da Motiva, sua empresa de infraestrutura, para quitar essa dívida. Em vez disso, a família propõe emitir notas preferenciais da Intercement, que teriam prioridade sobre outras dívidas. A situação continua tensa, com a auditoria solicitada sendo um novo obstáculo nas negociações entre credores e a cimenteira.

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