As exportações de relógios suíços aumentaram 18% em abril, com remessas para os Estados Unidos subindo 149%, devido a preocupações com tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. O total das exportações chegou a 2,5 bilhões de francos suíços, mas as vendas para outros mercados caíram 6,4%. Especialistas acreditam que o crescimento nas exportações para os EUA é uma resposta temporária para evitar tarifas mais altas, e não um aumento real na demanda. As vendas para mercados asiáticos também caíram, com quedas significativas na China, Hong Kong e Cingapura. O setor de luxo, incluindo marcas como Richemont e LVMH, está enfrentando dificuldades, com uma diminuição no interesse por produtos de luxo e um clima econômico desfavorável.
As exportações de relógios suíços apresentaram um crescimento de dezoito por cento em abril, totalizando 2,5 bilhões de francos suíços (aproximadamente US$ 3 bilhões). O aumento foi impulsionado principalmente pelas remessas para os Estados Unidos, que subiram 149% em resposta às tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump.
O analista da Vontobel, Jean-Philippe Bertschy, destacou que esse aumento se deve a remessas antecipadas, motivadas pela expectativa de tarifas mais altas. Os relógios feitos de metais preciosos e bimetálicos foram os mais afetados. Apesar do crescimento nas exportações para os EUA, as remessas para o restante do mundo caíram 6,4%, refletindo um início de ano fraco para o setor.
Impacto das Tarifas
Trump impôs uma taxa de 10% sobre as importações da Suíça e ameaçou um aumento para 31% se um novo acordo comercial não for alcançado até 9 de julho. Essa situação pode impactar severamente o setor de relógios. Bertschy observou que o aumento nas exportações para os EUA é uma resposta pontual, não um reflexo de uma demanda estrutural.
Os mercados asiáticos também mostraram fraqueza, com quedas significativas nas exportações: Cingapura (-9%), China (-30%) e Hong Kong (-23%). As empresas de luxo, como Richemont, LVMH e Hermès, relataram quedas nas vendas de relógios, indicando uma possível “fadiga do luxo” e um sentimento do consumidor em declínio.
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