O Bradesco está se recuperando após uma crise de inadimplência que afetou o setor bancário entre 2021 e 2024. O Citi, uma instituição financeira, melhorou sua recomendação para as ações do Bradesco, passando de neutro para compra, e aumentou o preço-alvo das ações de R$ 13,90 para R$ 19,50. Os analistas esperam que o retorno sobre o patrimônio (ROE) do banco chegue a 16,5% no final de 2026 e 17,5% em 2027, destacando que a rentabilidade deve melhorar devido a uma gestão mais eficiente e ao foco em clientes de alta renda. No primeiro trimestre de 2024, o Bradesco já apresentou um ROE de 14,4%, mostrando uma recuperação em relação ao ano anterior. A nova gestão, liderada por Marcelo Noronha, está implementando mudanças para aumentar a eficiência e reduzir custos, além de investir em tecnologia. O Citi acredita que essas ações ajudarão o banco a melhorar sua receita com juros e a superar o custo de capital até o final de 2025.
O Bradesco (BBDC4) recebeu uma atualização positiva do Citi, que elevou sua recomendação de neutro para compra. A previsão é que o banco alcance um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 16,5% no quarto trimestre de 2026 e 17,5% em 2027. O novo preço-alvo das ações foi ajustado de R$ 13,90 para R$ 19,50. Na última terça-feira, as ações do Bradesco fecharam em alta de 2,04%, cotadas a R$ 16,04, acumulando um crescimento de 40% em 2024.
Os analistas do Citi, Gustavo Schroden, Brian Flores e Arnon Shirazi, destacam que a melhora no ROE é impulsionada por fatores que devem beneficiar o banco tanto no curto quanto no médio prazo. O relatório, intitulado “Sim, os dias de cão parecem ter acabado”, faz referência à crise de inadimplência que afetou o setor financeiro entre 2021 e 2024, devido ao aumento das taxas de juros.
Expectativas de Rentabilidade
A nova gestão de Marcelo Noronha, iniciada no final de 2023, é vista como um ponto de virada para o Bradesco. O plano de transformação inclui a troca de executivos e um foco em clientes de alta renda, além de medidas para controlar a inadimplência. O Citi projeta que, até o final de 2025, o banco deve ultrapassar o custo de capital próprio de 15% e alcançar um ROE sustentável de 17,5% até 2027.
Os analistas também esperam melhorias na Receita Líquida de Juros (NII), impulsionadas por um melhor custo de captação e eficiência operacional. No primeiro trimestre de 2024, o Bradesco reportou um ROE de 14,4%, superando o trimestre anterior e o mesmo período do ano anterior. A reestruturação, que inclui o fechamento de agências e a digitalização, deve contribuir para a rentabilidade do banco.
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