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Investidores buscam proteção contra calote da dívida dos EUA com aumento em CDS

Investidores buscam proteção contra calote da dívida dos EUA, elevando custos de contratos de swaps de default de crédito a níveis alarmantes.

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Os investidores estão preocupados com a possibilidade de o governo dos EUA não conseguir pagar sua dívida, o que levou ao aumento dos custos de seguros chamados swaps de default de crédito (CDS). Esses custos estão perto do maior nível em dois anos, com os prêmios para CDS de um ano subindo de 16 para 52 pontos base desde o início do ano. Os CDS funcionam como um seguro para os investidores, que pagam uma taxa para se protegerem caso o governo não consiga honrar suas dívidas. O aumento nos custos reflete a ansiedade em relação à política fiscal dos EUA e à incerteza sobre o teto da dívida, que já atingiu 36,1 trilhões de dólares. A situação é vista como um hedge contra riscos políticos, não necessariamente uma indicação de que o governo está prestes a falir. A Câmara dos Representantes aprovou um pacote de cortes de impostos que pode aumentar o teto da dívida em 4 trilhões de dólares, mas ainda precisa da aprovação do Senado. O secretário do Tesouro alertou sobre a necessidade de agir rapidamente para evitar uma crise econômica. Historicamente, aumentos nos CDS coincidem com preocupações sobre o teto da dívida, mas especialistas acreditam que a demanda atual é uma reação temporária e não um sinal de uma crise financeira iminente.

O governo dos Estados Unidos atingiu o limite de endividamento de $36,1 trilhões, gerando preocupações sobre sua capacidade de pagamento. A situação levou a um aumento nos custos de contratos de swaps de default de crédito (CDS), que servem como um tipo de seguro para investidores.

Os custos dos CDS para a dívida do governo dos EUA estão em alta, com os spreads de um ano subindo para 52 pontos-base, em comparação com 16 pontos-base no início do ano. Esse aumento reflete a ansiedade dos investidores em relação a riscos políticos e à incerteza sobre o teto da dívida. Os CDS de cinco anos também mostraram um aumento, passando de 30 pontos-base para quase 50 pontos-base.

Analistas destacam que a demanda crescente por CDS é um “hedge contra risco político, não insolvência”. O gestor de portfólio da Eastspring Investments, Rong Ren Goh, enfatizou que a preocupação não é com a falência iminente do governo, mas com a incerteza em torno da política fiscal dos EUA. Freddy Wong, da Invesco, observou que a situação atual é semelhante a crises anteriores, como em 2011 e 2013, quando os spreads dos CDS aumentaram em períodos de incerteza sobre o teto da dívida.

Situação Atual

A Secretaria do Tesouro dos EUA já alertou que não há espaço para novos empréstimos, exceto para substituir dívidas que estão vencendo. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, mencionou que está avaliando as receitas fiscais para prever a data em que o governo esgotará sua capacidade de empréstimo, conhecida como “X-date”. O Congresso está considerando um pacote de cortes de impostos que pode elevar o teto da dívida em $4 trilhões, mas a aprovação ainda depende do Senado.

Embora a situação seja preocupante, especialistas acreditam que o aumento nos preços dos CDS pode ser uma reação temporária. Ed Yardeni, da Yardeni Research, afirmou que o governo dos EUA “nunca vai deixar de pagar seus juros”. A Moody’s rebaixou a classificação de crédito soberano dos EUA para Aa1, citando a deterioração da saúde fiscal do país.

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