O mercado de trabalho brasileiro teve um bom desempenho em abril, com a criação de 257,5 mil novos empregos com carteira assinada, segundo dados do Caged. Esse resultado é o melhor desde 2020 e surpreendeu o mercado, especialmente porque a taxa de juros está em 14,75%. Em março, apenas 71,5 mil novas vagas foram criadas, mas abril mostrou uma recuperação, com 2,3 milhões de admissões e 2 milhões de desligamentos, resultando na maior diferença entre contratações e demissões já registrada. O economista Flávio Serrano comentou que esses dados desafiam a política monetária do Banco Central, que deve manter os juros inalterados na próxima reunião. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, criticou a alta dos juros, dizendo que isso dificulta a geração de empregos. Todos os setores da economia cresceram, com destaque para serviços, que criou 136,1 mil vagas. São Paulo foi o estado que mais gerou empregos, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. O salário médio real em abril foi de R$ 2.251,81, com leve aumento em relação ao mês anterior.
O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho surpreendente em abril, com a criação de 257,5 mil postos de trabalho com carteira assinada, conforme dados do Caged. Este resultado, o melhor desde 2020, desafia as expectativas do mercado e a política monetária do Banco Central, que mantém a taxa de juros em 14,75%.
Após um março decepcionante, que registrou apenas 71,5 mil novas vagas, o cenário de abril indica uma resiliência do emprego, mesmo diante da alta dos juros. A variação líquida de empregos foi impulsionada por 2,3 milhões de admissões e 2 milhões de desligamentos, resultando na maior diferença entre contratações e demissões na série histórica do novo Caged.
Análise do Cenário
Flávio Serrano, economista-chefe do Bmg, destacou que a robustez do emprego contrasta com a desaceleração econômica esperada. Ele afirmou que os dados de abril, junto a outras informações sobre o mercado de trabalho, representam um desafio para o Banco Central na condução da política monetária. A expectativa é que o Copom mantenha a taxa básica de juros inalterada na reunião de junho, com mais de 80% dos analistas projetando essa manutenção.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, criticou a política de juros do Banco Central, ressaltando que a alta nas taxas dificulta a geração de empregos. Ele afirmou que é um “milagre” manter a economia funcionando e criar novas vagas em um cenário de juros elevados. Marinho também mencionou que o empresariado está insatisfeito com a situação atual.
Setores e Regiões em Destaque
Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram resultados positivos em abril. O setor de serviços foi o principal responsável pela criação de 136,1 mil novas vagas, seguido pelo comércio com 48 mil, indústria com 35,1 mil, construção civil com 34,3 mil e agropecuária com 4 mil.
Em termos regionais, São Paulo liderou a criação de empregos, com 72,3 mil postos, seguido por Minas Gerais (29,1 mil) e Rio de Janeiro (20 mil). O salário médio real na contratação em abril foi de R$ 2.251,81, apresentando um leve aumento em relação ao mês anterior. Marinho também comentou sobre o aumento do IOF, enfatizando a necessidade de um equilíbrio orçamentário para manter a economia em funcionamento.
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