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Países em desenvolvimento enfrentarão R$ 125 bi em dívidas com a China em 2025

Dívida recorde de US$ 22 bilhões com a China em 2025 pressiona os 75 países mais pobres, levantando preocupações sobre alavancagem geopolítica.

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Os 75 países mais pobres do mundo terão que pagar uma dívida recorde de 22 bilhões de dólares à China em 2025, segundo um relatório do Lowy Institute. Esse valor é parte dos 35 bilhões de dólares que a China cobrará neste ano. O relatório aponta que os empréstimos da China não ajudaram esses países em momentos críticos, levando a grandes dificuldades financeiras. Desde 2010, a China se tornou a principal fornecedora de crédito para países em desenvolvimento, especialmente com a Iniciativa Cinturão e Rota, e a participação da China na dívida externa desses países aumentou de menos de 5% em 2005 para mais de 40% em 2015. Atualmente, a China representa mais de 30% dos pagamentos de dívidas bilaterais desses países, sendo um quarto de todos os custos de serviço da dívida. Os empréstimos chineses têm prazos de carência de 3 a 5 anos e prazos de 15 a 20 anos, o que pode tornar a próxima década crítica para os pagamentos. O relatório sugere que a China pode usar esses pagamentos para aumentar sua influência sobre esses países. Embora o Brasil não esteja entre os mais pobres, pode enfrentar desafios financeiros no futuro, enquanto a China continua a financiar nações estratégicas e ricas em recursos naturais.

Os 75 países mais pobres do mundo enfrentarão uma dívida recorde de US$ 22 bilhões (mais de R$ 125 bilhões) com a China em 2025, conforme um relatório do Lowy Institute divulgado nesta terça-feira, 28. Este montante representa a maior parte dos US$ 35 bilhões que o governo chinês cobrará neste ano.

O relatório destaca que os empréstimos da China falharam em momentos críticos, resultando em grandes saídas financeiras para países que já enfrentavam dificuldades econômicas. A pesquisa afirma que, a partir de agora, a China se tornará mais uma cobradora de dívidas do que uma fonte de crédito para o mundo em desenvolvimento.

Desde a década de 2010, a China se consolidou como a principal fornecedora de crédito bilateral para países em desenvolvimento, especialmente através da Iniciativa Cinturão e Rota. O pico de empréstimos ocorreu em 2016, com investimentos em infraestrutura em diversas regiões, incluindo Ásia, África e Europa. O relatório revela que a participação da China na dívida externa de países de baixa renda saltou de menos de 5% em 2005 para mais de 40% em 2015.

Pressão Financeira

Atualmente, a China representa mais de 30% de todos os pagamentos de serviço da dívida bilateral para países em desenvolvimento, com um impacto ainda mais significativo entre as nações mais vulneráveis. Os pagamentos a Pequim correspondem a um quarto de todos os custos do serviço da dívida, superando credores multilaterais e privados.

Os termos dos empréstimos chineses incluem períodos de carência de 3 a 5 anos e prazos de 15 a 20 anos, o que pode tornar a próxima década crítica para os pagamentos. O relatório sugere que a China pode usar esses reembolsos como alavancagem geopolítica, aumentando sua influência sobre países em desenvolvimento.

Embora o Brasil não esteja entre os países mais pobres, pode enfrentar desafios financeiros no futuro. A China continua a financiar nações estratégicas, como Paquistão e Cazaquistão, além de países ricos em recursos naturais, como Argentina e Indonésia.

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