Os 75 países mais pobres do mundo devem pagar um total de US$ 22 bilhões à China em 2023, segundo um relatório do Lowy Institute. Este valor é parte de uma dívida maior que deve chegar a US$ 35 bilhões em 2025. O relatório destaca que os empréstimos da China falharam em momentos críticos, resultando em grandes saídas financeiras quando esses países já enfrentavam dificuldades econômicas. A China, que se tornou a maior fornecedora de crédito para países em desenvolvimento na última década, agora é mais uma cobradora de dívidas. Em 2005, a China tinha menos de 5% da dívida externa desses países, mas esse número subiu para mais de 40% em 2015. Atualmente, a China representa mais de 30% dos pagamentos de serviço da dívida bilateral em 2025, e para nações vulneráveis, os pagamentos à China correspondem a um quarto de todos os custos de serviço da dívida. O relatório também menciona que os termos dos empréstimos chineses incluem prazos de pagamento de 15 a 20 anos, mas com períodos de carência de apenas 3 a 5 anos, o que pode tornar a próxima década crítica para esses países. Além disso, a China continua a financiar países estratégicos e ricos em recursos, como Brasil e Argentina.
Os 75 países mais pobres do mundo enfrentarão uma dívida recorde de US$ 22 bilhões à China em 2023, conforme relatório do Lowy Institute. Este valor representa a maior parte dos US$ 35 bilhões que o governo chinês cobrará em 2025. O documento destaca que os empréstimos da China falharam em momentos críticos, resultando em grandes saídas financeiras quando esses países já enfrentavam dificuldades econômicas.
A pesquisa indica que, a partir de agora, a China se tornará mais uma cobradora de dívidas do que uma banqueira para o mundo em desenvolvimento. Desde a década de 2010, Pequim se consolidou como a principal fornecedora de crédito bilateral, especialmente com a Iniciativa Cinturão e Rota, que visa investimentos em infraestrutura em diversas regiões.
Aumento da Dívida
O relatório revela que a China passou de deter menos de 5% da dívida externa desses países em 2005 para mais de 40% em 2015. Atualmente, a China representa mais de 30% de todos os pagamentos de serviço da dívida bilateral para países em desenvolvimento, conforme dados do Banco Mundial. Entre as nações mais vulneráveis, os pagamentos à China correspondem a um quarto de todos os custos do serviço da dívida.
Os termos dos empréstimos chineses incluem períodos de carência de 3 a 5 anos e prazos de 15 a 20 anos. Essa combinação de vencimentos curtos e menor concessionalidade em comparação com outros credores pode tornar a década de 2020 um período crítico para os pagamentos.
Implicações Geopolíticas
O aumento dos custos de serviço da dívida levanta preocupações sobre a possibilidade de a China usar esses reembolsos como alavancagem geopolítica. O relatório enfatiza que nenhum credor bilateral teve uma participação tão significativa no serviço da dívida de países em desenvolvimento nos últimos 50 anos. Embora o Brasil não esteja entre os mais pobres, pode enfrentar desafios futuros, dado o financiamento contínuo da China a parceiros estratégicos e países ricos em recursos naturais.
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