O Brasil foi declarado livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal, o que permite ao país vender carne bovina para novos mercados, como Filipinas e Indonésia. Essa conquista é importante, especialmente em um momento em que o Brasil enfrenta outros desafios, como a gripe aviária. Com essa nova certificação, as exportações de carne bovina, que em 2022 foram de 2,9 milhões de toneladas e geraram 12,9 bilhões de dólares, podem aumentar. No entanto, é necessário ter uma vigilância sanitária rigorosa para evitar riscos, o que inclui a responsabilidade dos produtores e a renegociação de certificados internacionais. Especialistas alertam que a vigilância deve ser constante, principalmente em áreas com fronteiras extensas e onde há risco de doenças, como a febre aftosa, que não aparece no Brasil desde 2006. A presença de animais exóticos também é uma preocupação que precisa ser tratada por políticas públicas.
O Brasil foi oficialmente declarado livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), uma conquista que abre portas para novos mercados, como Filipinas e Indonésia. Essa mudança ocorre em um momento em que o país enfrenta desafios sanitários, como a gripe aviária.
Com essa certificação, a carne bovina brasileira poderá acessar mercados que antes estavam fechados, aumentando as oportunidades de exportação. Em 2022, o Brasil exportou 2,9 milhões de toneladas de carne bovina, gerando receitas de US$ 12,9 bilhões, conforme dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).
A nova condição sanitária exige vigilância rigorosa. Pedro de Camargo Neto, pecuarista e ex-presidente do Fundepec, destaca que a vigilância sanitária deve ser aprimorada para evitar riscos. O controle vai desde a responsabilidade dos produtores até os serviços de proteção animal. Além disso, é crucial que o governo renegocie certificados sanitários internacionais.
Novos Desafios
O reconhecimento traz responsabilidades adicionais para o setor. Gedeão Pereira, vice-presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), afirma que a conquista é significativa, mas requer um compromisso maior dos produtores. Roberto Perosa, presidente da Abiec, observa que a certificação já atrai interesse imediato de países como Filipinas e Indonésia.
A mudança de status também implica na necessidade de adaptação. Luciano Vacari, ex-diretor da Acrimat, ressalta que a extensa fronteira do Brasil exige vigilância constante, especialmente em regiões onde há grandes diferenças de preços com países vizinhos. A presença de animais exóticos, como o javaporco, também representa um risco que deve ser abordado por políticas públicas.
A febre aftosa é uma doença de rápida disseminação, e seu retorno pode ter impactos econômicos severos. O Brasil não registra focos da doença desde 2006, mas a vigilância deve ser constante, especialmente após o recente surto na Alemanha. A necessidade de um fundo de compensação para produtores afetados é uma preocupação levantada por especialistas.
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