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Cânhamo se destaca como nova fronteira para o agronegócio no Brasil, aponta evento em SP

Cânhamo é visto como nova fronteira do agronegócio no Brasil, com potencial de R$ 26 bilhões e 300 mil empregos, dependendo da regulamentação.

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Durante um evento em São Paulo, o cânhamo foi apresentado como uma nova oportunidade para o agronegócio brasileiro, com potencial para gerar R$ 26 bilhões por ano e criar 300 mil empregos, dependendo da regulamentação. O cânhamo, que é uma variedade da cannabis, pode ser usado em diversas indústrias, como bioplásticos e construção, e ajuda a combater o estigma associado à maconha. Especialistas afirmam que a planta tem características que a tornam adequada para o cultivo no Brasil, como resistência e baixo consumo de água. Apesar do interesse crescente, a regulamentação ainda é um desafio, pois as leis atuais não são claras sobre o cultivo e uso da planta. O evento focou em mostrar os benefícios econômicos e sociais do cânhamo, sem abordar o uso recreativo da cannabis, que ainda gera polêmica. A expectativa é que, com uma legislação mais clara, o Brasil possa se tornar um grande produtor e exportador de cânhamo, competindo com países como a China.

Durante um evento em São Paulo, o cânhamo foi destacado como uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. A planta, que possui aplicações industriais e medicinais, pode gerar R$ 26 bilhões anuais e 300 mil empregos se houver regulamentação adequada. O diretor da Sechat, Daniel Jordão, afirmou que o interesse do setor agrícola no cânhamo está crescendo, destacando seu potencial para transformar o mercado.

A discussão sobre o cânhamo busca desfazer o estigma associado à cannabis, frequentemente ligada à maconha. Beatriz Marti Emygio, pesquisadora da Embrapa, explicou que a distinção entre cannabis medicinal e cânhamo é mais discursiva do que botânica. Ambos pertencem à mesma espécie, e a diferenciação se dá pelos teores de canabinóides como THC e CBD.

O evento focou em mostrar os benefícios econômicos e sociais do cânhamo, evitando a polêmica do uso recreativo da cannabis. Jordão ressaltou que o objetivo é apresentar dados que ajudem a superar preconceitos. A Embrapa tem recebido demandas de empresas interessadas em adaptar maquinários para o cultivo e processamento do cânhamo, evidenciando o interesse do agronegócio.

O Brasil possui condições climáticas e de solo favoráveis ao cultivo do cânhamo, que pode ser utilizado em diversas indústrias, como bioplásticos, construção civil e têxtil. A planta é considerada sustentável, exigindo menos água e defensivos agrícolas, além de contribuir para a regeneração do solo e sequestro de carbono.

Apesar do potencial, a regulamentação ainda é um desafio. Jordão destacou a necessidade de uma legislação clara para atrair investimentos e destravar a cadeia produtiva. Atualmente, o mercado de cannabis medicinal já movimentou cerca de R$ 853 milhões em 2024, com projeções de ultrapassar R$ 1 bilhão em 2025. O cânhamo industrial, por sua vez, pode representar um impacto econômico significativo, mas depende de avanços nas discussões políticas.

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