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Grupo Toky registra prejuízo de R$ 43,1 milhões no primeiro trimestre de 2025

Grupo Toky registra prejuízo de R$ 43,1 milhões no 1T25, mas EBITDA ajustado positivo e receita líquida cresce 163,2%.

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O Grupo Toky, que surgiu da fusão entre Mobly e Tok&Stok, teve um prejuízo líquido ajustado de R$ 43,1 milhões no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 110,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o EBITDA ajustado foi positivo em R$ 53,9 milhões, revertendo um resultado negativo do ano passado. A receita operacional líquida cresceu 163,2%, alcançando R$ 381,4 milhões, e o volume bruto negociado subiu 139,4%, totalizando R$ 496,2 milhões. Apesar do crescimento, o setor de móveis enfrenta dificuldades devido à alta dos juros e à inflação, o que faz com que os consumidores adiem compras. O grupo está focado em cortar despesas e melhorar a eficiência operacional, enquanto lida com um conflito societário e um alto nível de endividamento. A empresa capturou cerca de R$ 29 milhões em sinergias e está revisando sua estratégia, incluindo a redução de custos e a racionalização dos estoques. O CEO destacou que, mesmo em um cenário econômico difícil, o grupo teve um bom desempenho e se tornou a maior empresa de móveis do Brasil. A dívida da Tok&Stok é de R$ 530 milhões, e o grupo negociou um prazo de dez anos para pagamento. Os executivos mencionaram que o resultado pode continuar negativo por um tempo, mas estão buscando maneiras de melhorar o fluxo de caixa e reduzir a alavancagem financeira.

O Grupo Toky, resultante da fusão entre Mobly e Tok&Stok, registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 43,1 milhões no primeiro trimestre de 2025 (1T25), um aumento de 110,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sem ajustes, o prejuízo foi de R$ 43,9 milhões, alta de 106,2% na comparação anual. O EBITDA ajustado foi positivo em R$ 53,9 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 2,8 milhões do 1T24. A receita operacional líquida cresceu 163,2%, totalizando R$ 381,4 milhões.

O varejo de móveis e decoração no Brasil enfrenta dificuldades devido à desaceleração econômica, alta taxa de juros e inflação. Apesar desse cenário, o Grupo Toky tem conseguido captar sinergias e reduzir despesas, conforme os resultados divulgados. O grupo ainda enfrenta um conflito societário com os fundadores da Tok&Stok e um elevado endividamento, enquanto busca integrar as operações e aumentar a geração de caixa.

Na próxima segunda-feira (2), o grupo mudará o ticker de sua ação de MBLY3 para TOKY3 na B3. A ação acumulou uma queda de 35% em 2025, e a empresa corre contra o tempo para apresentar resultados que reconquistem a confiança dos investidores, especialmente antes do vencimento da carência do pagamento da dívida com os bancos.

O CEO da Toky, Victor Noda, destacou que “o mercado de móveis segue em baixa” e que os consumidores estão adiando compras. No primeiro trimestre, o grupo capturou cerca de R$ 29 milhões em sinergias. O CFO, Marcelo Marques, afirmou que a fusão pode gerar entre R$ 80 milhões e R$ 135 milhões anuais em sinergias por cinco anos.

O grupo possui 67 lojas (17 da Mobly e 50 da Tok&Stok), concentradas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Não há unidades em cinco estados. A empresa não planeja expansão no momento, mas está readequando a unidade do D&D Shopping em São Paulo para aumentar a receita. A estratégia inclui a racionalização de estoques e a revisão de contratos com fornecedores.

Com a fusão, a Tok&Stok tinha uma dívida de R$ 530 milhões em março. O grupo negociou um pagamento em dez anos, com carência de dois anos. O CEO afirmou que os resultados continuarão negativos por um tempo, mas a empresa está focada em melhorar o fluxo de caixa e capturar sinergias. O CFO mencionou que, se a geração de caixa for bem-sucedida, o grupo poderá considerar alternativas para reduzir a alavancagem financeira.

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