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Produtores de arroz enfrentam prejuízos com safra cheia e preços em queda no Brasil

Produtores de arroz enfrentam prejuízos com preços abaixo do custo de produção. Propostas para mitigar a crise serão apresentadas ao governo.

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Os produtores de arroz no Brasil estão enfrentando dificuldades devido a uma safra cheia e altos custos de produção. A colheita de 2024/25 deve chegar a 12,1 milhões de toneladas, um aumento de 14,8% em relação ao ano anterior. No entanto, os preços do arroz caíram, e a saca está sendo vendida abaixo do custo de produção, causando prejuízos. O custo para produzir arroz varia entre R$ 16 mil e R$ 17 mil por hectare, mas a média de colheita é de apenas 180 sacas por hectare, enquanto seriam necessárias 220 para cobrir os custos. Recentemente, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 71,34, bem abaixo do custo total estimado de R$ 90. As exportações também não estão ajudando, pois o Brasil perdeu espaço para países como Paraguai e Uruguai, que têm custos menores. Além disso, os preços ao consumidor permanecem estáveis, enquanto os produtores enfrentam desvalorização. A Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul planeja apresentar propostas ao Ministério da Agricultura para ajudar a resolver essa crise.

Os produtores de arroz no Brasil enfrentam uma grave crise na safra 2024/25, com prejuízos significativos devido à combinação de uma colheita cheia e preços em queda. A colheita deve atingir 12,1 milhões de toneladas, um aumento de 14,8% em relação ao ciclo anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os preços do arroz caíram para R$ 71,34 a saca de 50 quilos no Rio Grande do Sul, abaixo do custo de produção que varia entre R$ 90 e R$ 80 por saca. O presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, destacou que “estamos operando com prejuízo efetivo”. Para o produtor André Matos, a média de colheita deve ficar em 180 sacas por hectare, enquanto o necessário para empatar seria 220 sacas.

Desafios do Mercado

As exportações de arroz também decepcionaram, com um aumento de 19,5% nos embarques entre janeiro e março, totalizando 33,7 mil toneladas. No entanto, a concorrência com Paraguai e Uruguai, que têm custos menores, tem prejudicado a competitividade do Brasil. O Itaú BBA alertou que a janela de exportação brasileira pode se fechar com a chegada da safra dos Estados Unidos em agosto.

Além disso, a margem de comercialização está concentrada no varejo, enquanto os preços ao consumidor permanecem estáveis. Velho criticou essa distorção, afirmando que “quem tem se beneficiado é o varejo”.

Nos próximos dias, a Federarroz apresentará propostas ao Ministério da Agricultura para mitigar os impactos da crise e defender políticas estruturantes para o setor. A gestão dos estoques e a evolução das exportações serão cruciais para evitar uma deterioração maior nos preços.

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