No primeiro trimestre de 2025, o número de pessoas que aderiram a consórcios no Brasil chegou a 1,2 milhão, um aumento de 26% em relação ao ano anterior. Atualmente, há 11,4 milhões de consorciados ativos, e o volume de negócios superou 105 bilhões de reais. O consórcio é uma forma de compra coletiva que permite adquirir bens sem juros, atraindo brasileiros que buscam alternativas ao financiamento tradicional. Um exemplo é o casal Ana e Diego, que usaram um consórcio para quitar a dívida de um imóvel, economizando em juros e reduzindo o tempo de pagamento de 22 para menos de 8 anos. O crescimento no setor reflete uma mudança no comportamento dos consumidores, que estão mais atentos às finanças pessoais. O consórcio funciona com grupos de pessoas que pagam mensalmente para adquirir bens, sendo contemplados por sorteios ou lances. Embora não haja garantia de contemplação imediata, a ausência de juros e a possibilidade de parcelas mais acessíveis tornam essa opção atraente. As taxas de administração variam entre 15% e 25%, e pode haver um fundo de reserva para cobrir despesas imprevistas. O consórcio é visto como uma alternativa econômica, especialmente em tempos de juros altos. Além disso, o setor tem buscado inovações, como plataformas para negociação de cotas e novos produtos, como consórcios de ouro e opções para compra de imóveis no exterior. A participação de empresas e produtores rurais também tem crescido, mostrando que o consórcio se firma como uma ferramenta viável para construir patrimônio.
Adesões a consórcios crescem 26% no primeiro trimestre de 2025
No primeiro trimestre de 2025, o Brasil registrou 1,2 milhão de novas adesões a consórcios, um aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior. O total de consorciados ativos chegou a 11,4 milhões, com um volume de negócios superior a R$ 105 bilhões. Essa modalidade de compra coletiva tem se mostrado uma alternativa viável para muitos brasileiros, especialmente em um cenário de juros elevados.
Ana Paula Benetti e Diego Muras, um casal de São Paulo, optaram pelo consórcio para quitar o financiamento de seu imóvel. Após poucos meses de adesão, conseguiram um lance vencedor e foram contemplados com uma carta de crédito, que utilizam para saldar a dívida anterior. Essa escolha não apenas reduziu os custos com juros, mas também encurtou o prazo de pagamento de 22 anos para menos de oito anos.
Crescimento do setor
O crescimento no setor de consórcios reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que busca alternativas mais econômicas. Segundo Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), os consumidores estão se tornando mais conscientes sobre suas finanças e abandonando compras por impulso.
O consórcio funciona como uma compra coletiva planejada, onde um grupo de pessoas se reúne para adquirir bens, como imóveis e veículos, por meio de pagamentos mensais. As contemplações ocorrem por sorteios e lances, permitindo que os participantes adquiram o bem desejado sem a incidência de juros, apenas com uma taxa de administração.
Vantagens e inovações
A ausência de juros é um dos principais atrativos do consórcio. A taxa de administração, que varia entre 15% e 25%, é diluída ao longo do contrato. Para veículos, por exemplo, uma carta de crédito de R$ 100 mil tem uma taxa de administração de 14,4%, resultando em parcelas mensais em torno de R$ 1.400. Para imóveis, a taxa é de 25% em um prazo de 240 meses, com parcelas estimadas em R$ 529.
Inovações também estão surgindo no setor. O Santander, em parceria com a fintech Núclea, lançou a plataforma N-Cotas, que permite a negociação de cotas no mercado secundário. Além disso, o Porto Bank introduziu uma opção para compra de imóveis nos Estados Unidos, ampliando as possibilidades para os consorciados.
O setor de consórcios continua a crescer, com a expectativa de um aumento de 18% até o final de 2025. Essa modalidade se consolida como uma alternativa viável para a construção de patrimônio, especialmente em tempos de crédito restrito.
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