Um parecer da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apontou problemas na contabilidade do Magazine Luiza (Magalu) sobre a compra da KaBuM! em 2021. O documento destaca incertezas nos cálculos do pagamento em ações e questiona como foi feito o aumento de capital do Magalu após a compra. Os ex-donos da KaBuM!, Leandro e Thiago Ramos, estão processando o Magalu, alegando que não receberam o valor justo em ações. O pagamento total da transação foi de R$ 3,5 bilhões, sendo R$ 1 bilhão em dinheiro e o restante em ações. No entanto, o valor das ações caiu drasticamente antes da conclusão da compra, levando os irmãos a acreditarem que deveriam ter recebido mais. O Magalu, por sua vez, defende que seguiu todas as normas e que o parecer da CVM é preliminar e não conclusivo. A CVM está analisando o caso, mas não comenta sobre processos específicos.
Um parecer técnico da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apontou falhas na documentação contábil do Magazine Luiza (Magalu) referentes à aquisição da KaBuM!, realizada em 2021. O documento, datado de 30 de janeiro de 2024, destaca “incertezas” nos critérios de avaliação das ações e na contabilização do aumento de capital.
A análise da Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria (SNC) questiona especialmente os bônus de subscrição e a forma como o aumento de capital foi registrado. O parecer foi encaminhado à Superintendência de Relações com Empresas (SEP) para uma investigação mais aprofundada.
Os antigos proprietários da KaBuM!, Leandro e Thiago Ramos, estão em litígio com o Magalu, contestando a contrapartida recebida em ações. A transação previa um pagamento total de R$ 3,5 bilhões, sendo R$ 1 bilhão em dinheiro e 75 milhões de ações ordinárias. A terceira parte, condicionada ao desempenho da KaBuM!, poderia render até R$ 1 bilhão em bônus de subscrição.
Após a aprovação do negócio, as ações do Magalu desvalorizaram, levando os irmãos Ramos a alegar que não receberam o valor justo. Eles reivindicam 505 milhões de ações para manter o valor acordado, enquanto o Magalu extinguiu o direito ao earn-out, alegando erro no pedido.
O parecer da CVM também menciona uma “remensuração contábil” que não estaria de acordo com as normas contábeis. Especialistas consideram a movimentação incomum, destacando que registrar uma variação negativa no patrimônio líquido é raro.
Em resposta, o Magalu afirmou que o parecer é preliminar e não conclusivo, defendendo a legalidade da transação. A empresa ressaltou que todos os atos foram aprovados em assembleia e seguiam a legislação vigente. A CVM, por sua vez, não comenta casos específicos em análise.
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