Richard Montañez, ex-executivo da PepsiCo, alegou que criou o sabor Flamin’ Hot Cheetos, mas a empresa negou isso e ele processou a companhia por difamação. O juiz John Holcomb decidiu a favor da PepsiCo, afirmando que Montañez não conseguiu provar que a empresa agiu de má-fé ao contestar sua história. Montañez, que começou como zelador na Frito-Lay e se tornou vice-presidente, disse que teve a ideia do sabor em 1989, mas a versão apimentada foi lançada em 1992. Sua história foi questionada em 2021 por uma reportagem, e a PepsiCo negou que ele tivesse criado o produto. O juiz também considerou que a recusa da PepsiCo em participar de um documentário sobre sua vida não era difamação. Montañez se apresenta como parte da cultura popular e sua história inspirou um filme lançado em 2023. Ele também escreveu dois livros sobre sua experiência.
Um sabor de Cheetos se tornou um problema judicial para a PepsiCo e sua divisão de salgadinhos, a Frito-Lay. O juiz John Holcomb decidiu a favor da empresa, afirmando que Richard Montañez, ex-executivo, não provou má-fé após a companhia negar sua autoria sobre o sabor Flamin’ Hot Cheetos. A decisão foi divulgada em 28 de setembro de 2023.
Montañez, que começou como zelador na Frito-Lay em mil novecentos e setenta e seis, chegou ao cargo de vice-presidente de marketing multicultural da PepsiCo. Ele se aposentou em dois mil e dezenove para atuar como palestrante motivacional. Segundo ele, o conceito dos Flamin’ Hot Cheetos surgiu em mil novecentos e oitenta e nove, quando ele levou Cheetos sem sabor para casa e adicionou temperos, inspirado no elote, uma espiga de milho mexicana com pimenta em pó.
A versão apimentada foi lançada oficialmente em mil novecentos e noventa e dois e se tornou uma marca bilionária. Montañez passou a relatar sua experiência em palestras, cobrando entre US$ 10 mil e US$ 50 mil por evento, realizando até trinta e cinco por ano. A situação mudou em dois mil e vinte e um, quando uma reportagem do Los Angeles Times contestou sua história, classificando-a como “lenda urbana”.
A Frito-Lay negou inicialmente que Montañez tivesse criado o produto, mas depois afirmou que os comentários haviam sido mal interpretados. Em dois mil e vinte e três, Montañez alegou que a PepsiCo recusou participar de um documentário sobre sua vida, a menos que o filme retirasse a alegação de que ele criou os Flamin’ Hot. O juiz Holcomb considerou que isso também não configurava difamação, destacando que Montañez se apresentava como “parte do cânone cultural”.
A história de Montañez inspirou o filme *Flamin’ Hot*, dirigido por Eva Longoria e lançado em dois mil e vinte e três. O ex-executivo também publicou dois livros autobiográficos com versões semelhantes da narrativa.
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