Eliseu Martins, um contador conhecido, fez um acordo com o Itaú para encerrar um processo em que era acusado de fraude junto com o ex-CFO Alexsandro Broedel. Ele decidiu resolver a situação para proteger seus filhos, que foram mencionados injustamente no caso. Martins concordou em pagar R$ 2,5 milhões ao banco, além de já ter devolvido R$ 1,5 milhão por pareceres que foram pagos, mas não entregues. Ele explicou que tinha uma parceria com Broedel para prestar serviços contábeis e que o Itaú não sabia dessa relação comercial. Martins afirmou que seus filhos não estavam envolvidos nos serviços prestados ao banco e que nunca receberam pagamentos relacionados a isso. Ele também destacou que sua relação com o Itaú é longa e baseada em sua experiência. Broedel, por sua vez, defende que as acusações são infundadas e que os serviços de Martins foram contratados antes de sua entrada no banco.
O contador Eliseu Martins firmou um acordo judicial com o Itaú na sexta-feira, dia 30, para encerrar um processo em que era acusado de fraude relacionada ao ex-CFO Alexsandro Broedel. Martins concordou em indenizar o banco em R$ 2,5 milhões para proteger seus filhos, que foram injustamente citados na ação.
Martins, um dos contadores mais respeitados do Brasil, já havia devolvido R$ 1,5 milhão ao Itaú por pareceres pagos que não foram entregues. Ele afirmou que decidiu encerrar o caso para evitar mais complicações familiares. “Preferi devolver o que me era devido e encerrar, aos 80 anos, essa maluquice”, disse Martins em um e-mail à Folha.
No acordo, Martins reconheceu ter mantido uma “sociedade de fato” com Broedel para a prestação de serviços contábeis. O Itaú alegou que pagou pelos pareceres sem saber da relação comercial entre os dois, o que violaria suas normas de governança. Martins destacou que os serviços foram remunerados e que desconhece pagamentos por serviços não prestados.
Envolvimento dos Filhos
Os filhos de Martins, Eric e Vinícius, também foram mencionados no processo por serem sócios de suas consultorias. O Itaú reconheceu que eles nunca prestaram serviços ao banco ou receberam valores relacionados. Martins considerou absurdo o envolvimento deles na denúncia.
O contador reiterou que sua relação com o Itaú é de longa data, com mais de 40 anos de serviços prestados. Ele afirmou que as transferências feitas a Broedel foram realizadas exclusivamente por ele, sem a participação de seus filhos. Broedel, por sua vez, defende que as acusações do Itaú são infundadas e que os pareceres já eram contratados antes de sua entrada no banco.
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