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Dismorfia financeira: como a comparação nas redes sociais afeta o bem-estar econômico

A dismorfia financeira afeta cada vez mais jovens, levando a comparações prejudiciais e gastos excessivos. Rubia Gouveia compartilha sua superação.

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Rubia Gouveia, uma administradora de 40 anos, viveu por muito tempo em meio a gastos excessivos para se igualar ao estilo de vida de amigos ricos. Ela trabalhava muito e gastava em roupas e festas, mas seu descontrole financeiro atingiu o auge quando comprou uma bolsa de grife por 3 mil euros durante uma viagem a Paris, mesmo estando desempregada e com dívidas. Rubia percebeu que essa compra era um reflexo da dismorfia financeira, um sentimento que faz as pessoas se sentirem inadequadas em relação ao dinheiro ao se compararem com os outros, especialmente nas redes sociais. Essa comparação pode levar a um ciclo de endividamento, pois muitos acreditam que precisam gastar mais para se sentir bem. Especialistas afirmam que a pressão das redes sociais distorce a percepção de classe social, fazendo até pessoas financeiramente estáveis se sentirem pobres. Pesquisas mostram que uma grande parte da geração Z e dos millennials sofre com isso. Para lidar com a ansiedade causada por essas comparações, algumas pessoas, como a escritora Paula Just, decidiram deixar de seguir influenciadores que promovem estilos de vida irreais. A educadora financeira Nath Finanças destaca que falar sobre dinheiro ainda é um tabu, o que contribui para essa sensação de inadequação. A psicóloga Daniela Faertes alerta que a vida nas redes sociais não reflete a realidade e que é importante focar nas próprias finanças e bem-estar.

A dismorfia financeira, um fenômeno crescente entre a geração Z e millennials, leva muitos a se sentirem inadequados em relação às suas finanças. Rubia Gouveia, ex-administradora, compartilha sua experiência em seu livro, “Faça as pazes com o dinheiro”, revelando como a comparação social a levou a gastos excessivos.

Durante anos, Rubia, de 40 anos, buscou igualar seu estilo de vida ao de amigos de faculdade em São Paulo. Para isso, trabalhava intensamente e gastava em roupas e festas. O ponto culminante ocorreu em uma viagem a Paris, onde, mesmo sem emprego, comprou uma bolsa de grife por 3 mil euros. Essa compra, feita de forma impulsiva, simboliza sua dismorfia financeira.

O conceito, comparado à dismorfia corporal, refere-se à distorção da percepção financeira. Jorge Grimberg, especialista em tendências, afirma que muitos acreditam estar em desvantagem financeira ao se comparar com influenciadores nas redes sociais. Quarenta e três por cento da geração Z e quarenta e um por cento dos millennials relatam sentir essa dismorfia, segundo pesquisa da Credit Karma.

A escritora Paula Just, de 35 anos, decidiu deixar de seguir influenciadoras que a faziam sentir-se inadequada. Para ela, a comparação nas redes sociais gerava ansiedade e confusão sobre suas finanças. A educadora financeira Nath Finanças destaca que a falta de diálogo sobre dinheiro contribui para essa percepção distorcida.

A psicóloga Daniela Faertes alerta que a constante comparação nas redes sociais não afeta apenas a saúde financeira, mas também a autoestima. É essencial que as pessoas reconheçam suas próprias realidades financeiras e busquem um equilíbrio entre gastos e bem-estar.

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