A Moody’s mudou a perspectiva das notas de crédito da Vale e da Ambev de positiva para estável, mantendo ambas em “Baa2”. A nota da Petrobras foi reafirmada em “Ba1”. Essa alteração se deve à revisão da nota soberana do Brasil, que também passou a ter perspectiva estável. Os analistas explicam que as classificações das empresas estão ligadas à qualidade de crédito do governo brasileiro. Apesar de a Petrobras ser uma empresa estatal, sua chance de inadimplência é baixa, devido à sua estrutura financeira forte e à receita significativa proveniente de exportações. A Vale se destaca por sua posição no mercado de minério e sua baixa dependência do Brasil, enquanto a Ambev é uma das maiores cervejarias do mundo, com forte presença em vários países. Ambas as empresas devem manter um bom desempenho nos próximos meses.
A agência de classificação de risco Moody’s revisou a perspectiva das notas de crédito da Vale e da Ambev de positiva para estável, mantendo ambas em “Baa2”. A nota da Petrobras foi reafirmada em “Ba1”. A mudança ocorre em função da revisão da nota soberana do Brasil, que também teve sua perspectiva alterada para estável.
Os analistas Erick Rodrigues e Marcos Schmidt explicam que as classificações das empresas estão limitadas pela qualidade de crédito do ambiente soberano. Eles afirmam que a capacidade de crédito da Vale e da Ambev não pode ser dissociada da qualidade de crédito do governo brasileiro.
A nota “Ba1” da Petrobras reflete métricas de crédito sólidas e um histórico de melhorias operacionais. Apesar de sua ligação com o governo, a probabilidade de inadimplência da Petrobras é considerada baixa, devido à sua estrutura de capital robusta e à baixa dependência de financiamento doméstico. A perspectiva estável indica que o perfil de crédito da companhia deve permanecer inalterado nos próximos 12 a 18 meses.
Análise da Vale e Ambev
A classificação da Vale é sustentada por seu forte perfil de negócios e liderança na produção de minério de ferro e níquel. A empresa apresenta fluxo de caixa e lucratividade pouco afetados pelas condições econômicas do Brasil. A dependência de receitas da China e de países desenvolvidos protege a Vale de riscos políticos e econômicos locais.
A nota “Baa2” da Ambev é respaldada por sua posição como uma das maiores cervejarias do mundo, com presença em dezoito países. A empresa mantém posições de liderança em diversos mercados, incluindo Brasil e Canadá. A perspectiva estável reflete suas métricas de crédito fortes e estabilidade operacional, que ajudam a mitigar os riscos associados à sua exposição ao Brasil, onde gera mais de 50% do seu EBITDA.
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