Em abril, o custo de vida na região metropolitana de São Paulo aumentou 0,43%, uma queda em relação aos meses anteriores, que foram 0,59% em março e 1,23% em fevereiro. A inflação acumulada em 12 meses é de 6,13%, com os preços dos alimentos, como tomate e café, e o aumento nos medicamentos contribuindo para essa alta. O setor de alimentação e bebidas subiu 0,6% em abril, com destaque para o tomate, que teve um aumento de 19,86%. A inflação dos alimentos nos últimos 12 meses chegou a 8,63%. Os medicamentos também tiveram reajuste de até 5,06%, afetando principalmente produtos como anti-inflamatórios. O vestuário subiu 1,39% devido à troca de coleções, enquanto despesas pessoais aumentaram 0,91%. Apenas educação e habitação tiveram pequenas quedas. As famílias mais pobres foram as mais afetadas pela inflação, com variações de 6,74% para a Classe E e 6,73% para a Classe D, enquanto a Classe A teve uma variação menor. Em abril, as famílias da Classe A sentiram um aumento maior no custo de vida, principalmente por causa do aumento dos preços de alimentos fora de casa. A falta de mão de obra no setor alimentício também contribui para a inflação nos restaurantes.
Viver ficou 0,43% mais caro em abril na região metropolitana de São Paulo, segundo dados da pesquisa Custo de Vida por Classe Social, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Essa alta representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, que registrou 0,59%, e a fevereiro, com 1,23%. A inflação acumulada em doze meses é de 6,13%.
O aumento no custo de vida foi impulsionado principalmente pelos preços dos alimentos e medicamentos. O setor de alimentação e bebidas teve alta de 0,6% desde março, com destaque para o tomate, que subiu 19,86%, seguido pela batata-inglesa e cebola, com altas de 8,39% e 4,98%, respectivamente. Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP, afirma que essas variações são comuns para a época do ano e que a produção deve melhorar nos próximos meses.
No acumulado de doze meses, o setor de alimentação e bebidas registrou um aumento de 8,63%, o maior desde fevereiro de 2023. Os alimentos que mais subiram foram o café, com 65,36%, e o alho, com 21,52%. O reajuste dos medicamentos, que começou no fim de março, também contribuiu para a alta, com aumento de até 5,06% em produtos como anti-inflamatórios e hormônios.
Impactos nas Classes Sociais
As famílias de menor renda foram as mais afetadas pela inflação. A Classe E teve uma variação de 6,74% e a Classe D, 6,73%, enquanto a Classe A registrou 5,82%. Em abril, a Classe A sentiu um aumento maior no custo de vida, de 0,48%, em comparação com 0,38% da Classe E. O encarecimento da alimentação fora do domicílio foi um dos fatores que impactou as classes mais altas.
Além disso, o setor de vestuário teve alta de 1,39% em abril, devido à troca de coleções para as estações frias. As despesas pessoais, que incluem serviços como bancos e cabeleireiros, aumentaram 0,91%. Por outro lado, educação e habitação apresentaram pequenas quedas de 0,06% e 0,05%, respectivamente. Contudo, a habitação deve subir em maio devido à mudança na bandeira tarifária da energia elétrica.
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