A inteligência artificial generativa pode afetar 31,3 milhões de trabalhadores no Brasil, segundo um estudo da LCA 4Intelligence. Desses, 5,5 milhões estão em alto risco de perder seus empregos. O estudo mostra que 30,6% dos trabalhadores brasileiros estão expostos a essa tecnologia, um aumento em relação a anos anteriores. As profissões mais afetadas incluem analistas financeiros, desenvolvedores de sites e vendedores por telefone. Apesar do risco de automação, especialistas acreditam que a maioria das funções não será extinta, mas sim transformada, permitindo que os trabalhadores se concentrem em tarefas mais complexas. A requalificação é vista como essencial, especialmente para os trabalhadores menos qualificados e para as mulheres, que estão mais expostas a essas mudanças. O setor público também deve ser impactado, pois possui muitas funções administrativas que podem ser automatizadas. A pesquisa indica que a adoção da IA pode aumentar a produtividade, mas também pode ampliar desigualdades no mercado de trabalho.
A inteligência artificial generativa (IA) pode impactar 31,3 milhões de empregos no Brasil, conforme análise da consultoria LCA 4Intelligence. O estudo, baseado em dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), revela que 5,5 milhões de trabalhadores estão em alto risco de automação, especialmente em 13 áreas profissionais.
A pesquisa indica que 5,4% da força de trabalho brasileira está em ocupações com alta exposição à IA, um aumento de 4,3% em relação a 2012. Profissões como analista financeiro, desenvolvedor de páginas na internet e vendedor por telefone estão entre as mais afetadas. O estudo aponta que a transformação do mercado de trabalho será mais significativa do que a extinção de empregos, com a IA assumindo tarefas rotineiras e permitindo que os trabalhadores se concentrem em atividades mais complexas.
Bruno Imaizumi, autor do estudo, destaca que a reestruturação de tarefas é o principal efeito da IA, liberando tempo para atividades criativas. O professor Luís Guedes, da FIA Business School, ressalta que a adaptação à nova tecnologia é uma responsabilidade social, especialmente para trabalhadores com menor escolaridade, que são os mais vulneráveis.
Impacto por Gênero e Idade
O estudo também revela que 7,8% das mulheres estão em profissões com alto risco de automação, o que é mais do que o dobro da proporção masculina, que é de 3,6%. Além disso, a pesquisa mostra que quase 60% dos trabalhadores com 50 anos ou mais não devem ser afetados pela automação, enquanto a exposição é maior entre os mais jovens.
A análise da LCA sugere que, embora a IA generativa impacte o Brasil, países de alta renda, com maior qualificação de trabalhadores, enfrentarão riscos ainda maiores. O estudo conclui que a requalificação e a adaptação às novas tecnologias são essenciais para garantir a manutenção de empregos e a produtividade no futuro.
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