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China intensifica a arrecadação de impostos sobre renda de cidadãos no exterior

China amplia a arrecadação de impostos sobre cidadãos no exterior, agora incluindo aqueles com menos de US$ 1 milhão em ativos. Declarações até 30 de junho.

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A China está aumentando a cobrança de impostos sobre a renda de seus cidadãos que vivem no exterior. Inicialmente, a campanha focava em pessoas muito ricas, mas agora se estende a aqueles com menos de US$ 1 milhão em ativos. As autoridades estão pedindo que os residentes declarem seus ganhos de investimentos no exterior até 30 de junho. Os impostos sobre esses ganhos podem chegar a 20%. Empresas que ajudam com impostos notaram um aumento nas consultas de clientes com menos de US$ 1 milhão, diferente do ano passado, quando o foco era em indivíduos com pelo menos US$ 10 milhões. A arrecadação de impostos é uma prioridade para o governo, que enfrenta um déficit fiscal crescente e dificuldades econômicas. As autoridades locais estão usando dados para identificar quem não declarou seus ganhos e estão pressionando os residentes a regularizarem sua situação. O déficit orçamentário da China aumentou significativamente, e as agências fiscais estão atentas aos investimentos no exterior, especialmente em ações dos EUA e de Hong Kong.

A China ampliou sua campanha de arrecadação de impostos sobre a renda de cidadãos no exterior, agora incluindo indivíduos com menos de US$ 1 milhão em ativos. As autoridades locais exigem que os residentes declarem seus rendimentos até 30 de junho. A medida visa aumentar a receita tributária em meio a um déficit fiscal recorde.

As novas diretrizes focam em rendimentos de investimentos no exterior, como dividendos e opções de ações. A Administração Estatal Tributária está atenta a esses ganhos, que podem ser tributados em até 20%. Empresas de serviços tributários relataram um aumento nas consultas de clientes com ativos inferiores a US$ 1 milhão, uma mudança em relação à repressão anterior, que se concentrava em indivíduos com pelo menos US$ 10 milhões.

As autoridades fiscais de cidades como Pequim e Xangai estão utilizando análise de big data para identificar residentes que não declararam seus ganhos. O déficit orçamentário da China aumentou mais de 50%, superando US$ 360 bilhões nos primeiros quatro meses de 2025, enquanto as despesas cresceram 7,2%.

A pressão sobre os governos locais para gerar receita se intensificou devido a uma crise imobiliária prolongada. Além disso, a transferência de riqueza para o exterior por investidores chineses tem aumentado, refletindo a desconfiança em relação à economia local. A busca do presidente Xi Jinping por “prosperidade comum” também impactou a confiança dos empreendedores.

Os investimentos de cidadãos da China em ações listadas em Hong Kong já somam cerca de US$ 83,9 bilhões em 2025, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. O Ministério das Finanças vê oportunidades para aumentar a arrecadação, especialmente em rendimentos não declarados.

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