Os fundos tokenizados de curto prazo estão se tornando populares no mercado financeiro, com um crescimento significativo desde 2021, alcançando US$ 5,7 bilhões em ativos, de acordo com um relatório da Moody’s. Esses fundos, que conectam finanças tradicionais e digitais, atraem o interesse de gestores de ativos e corretoras que desejam oferecer acesso a diferentes mercados. Eles funcionam de maneira semelhante aos fundos tradicionais, mas utilizam tecnologia blockchain para gerenciar cotas, permitindo liquidação em tempo real. O Fundo de Liquidez Digital da BlackRock é o maior, com US$ 2,5 bilhões, seguido por outros como o da Franklin Templeton. A tokenização é vista como uma forma de otimizar investimentos e gestão de liquidez, mas também apresenta riscos, como problemas tecnológicos e incertezas regulatórias.
Os fundos tokenizados de curto prazo estão em ascensão, alcançando US$ 5,7 bilhões em ativos desde 2021, conforme um relatório da Moody’s. Esses produtos financeiros digitais conectam as finanças tradicionais e descentralizadas, atraindo gestores de ativos, seguradoras e corretoras.
O relatório, divulgado em 3 de junho, destaca o Fundo de Liquidez Digital da BlackRock, que lidera o setor com US$ 2,5 bilhões sob gestão. Esses fundos, geralmente lastreados por títulos do Tesouro dos Estados Unidos, operam como fundos tradicionais do mercado monetário, mas utilizam blockchain para emissão e gestão de cotas fracionárias, permitindo liquidação em tempo real.
Crescimento e Oportunidades
Os dados do Federal Reserve indicam que os fundos do mercado monetário dos EUA totalizavam cerca de US$ 7 trilhões em ativos em dezembro de 2024. A Moody’s aponta que os fundos tokenizados podem otimizar rendimentos para investidores institucionais, gerenciar liquidez para seguradoras e servir como garantia em operações de negociação e empréstimos.
A expectativa é que o AUM (ativos sob gestão) desse setor cresça, pois muitas corretoras e bancos privados devem adotar produtos como os fundos de liquidez tokenizados. Outros players importantes incluem o Fundo Monetário do Governo dos EUA OnChain da Franklin Templeton, com US$ 700 milhões, e empresas como Superstate, Ondo Finance e Circle, que gerenciam entre US$ 480 milhões e US$ 660 milhões.
Riscos e Desafios
Apesar do crescimento, os fundos tokenizados enfrentam riscos tecnológicos e regulatórios. O relatório da Moody’s alerta para vulnerabilidades relacionadas à blockchain, como falhas em contratos inteligentes e ameaças cibernéticas. Além disso, podem ocorrer discrepâncias entre registros em blockchain e outros registros de acionistas, afetando a propriedade legal das cotas.
Recentemente, a Robinhood também se movimentou nesse sentido, propondo um marco regulatório sobre tokenização à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC). O CEO da Robinhood, Vlad Tenev, afirmou que a tokenização representa um novo paradigma para a alocação de ativos institucionais.
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