O Piauí melhorou muito na produção de energia nos últimos 20 anos, mas agora enfrenta um problema: a dificuldade de transmitir essa energia. O governador Rafael Fonteles disse que não consegue expandir parques eólicos e solares, e que as usinas já existentes estão enfrentando cortes na geração. Ele também mencionou que há dificuldades para conectar novas indústrias na região. Fonteles afirmou que está negociando soluções em Brasília, onde a questão já foi levada ao presidente Lula e ao Ministério de Minas e Energia. O estado, que consome 1 GW, produz atualmente 7 GW de energia limpa e tem potencial para gerar até 20 GW. Ele acredita que a energia renovável é uma grande oportunidade para a industrialização do Nordeste.
Teresina – O Piauí, que nos últimos 20 anos se tornou um importante gerador de energia, enfrenta agora um desafio crítico: a falta de linhas de transmissão. O governador Rafael Fonteles (PT) alertou sobre a necessidade urgente de infraestrutura para evitar cortes na geração e permitir a conexão de novas indústrias.
Durante a Brazil Energy Conference, Fonteles destacou que a ampliação de parques eólicos e solares está comprometida. “Os que já existem estão sofrendo cortes de geração de energia. O que está faltando? Mais linhas de transmissão”, afirmou. O governador também mencionou que negociações estão em andamento em Brasília para resolver a questão, que depende de decisões políticas.
O Piauí, que consome 1 GW, produz atualmente 7 GW, com 99,75% dessa energia sendo limpa. O estado recebeu investimentos significativos em projetos de energia solar e eólica, e o potencial de geração pode chegar a 20 GW. Fonteles enfatizou que a energia limpa é uma oportunidade crucial para a industrialização sustentável do Nordeste.
Ele questionou a eficácia das tentativas de industrialização anteriores, que se basearam em incentivos fiscais, sem resultados significativos. “Há 50 anos, o Nordeste não ultrapassa 14% do PIB do Brasil, mesmo tendo 27% da população”, disse. O governador defendeu a necessidade de mais conexões entre as regiões do Nordeste para atrair indústrias que consomem grandes quantidades de energia, como uma indústria que demanda 2 GW.
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