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Empresas de delivery se mobilizam para desafiar a liderança do iFood

Cresce a disputa no delivery de alimentos no Brasil com novos investimentos e estratégias de gigantes como 99Food e Meituan.

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O mercado de delivery de alimentos no Brasil está em crescimento, com o iFood liderando. A 99Food, do grupo chinês Didi, começou a operar em Goiânia com um investimento de 1 bilhão de reais e promete reduzir os preços das entregas, que atualmente são altos. A empresa não cobrará taxas de entrega dos restaurantes por dois anos e garantirá diárias de 250 reais para motociclistas produtivos. A Meituan, também da China, planeja entrar no Brasil com 5 bilhões de reais, lançando a marca Keeta. O Rappi, que é o segundo maior no Brasil, está se reestruturando, reduzindo taxas para restaurantes e investindo 1,4 bilhão de reais para diversificar seus serviços. A inteligência artificial será importante para entender os hábitos dos consumidores. O iFood, sob pressão da concorrência, fez uma aliança com a Uber e tem 400 mil estabelecimentos cadastrados, buscando fortalecer sua posição no mercado. A competição deve resultar em preços mais baixos para os consumidores.

Os milhões de motociclistas que entregam refeições no Brasil representam a linha de frente em uma intensa disputa no setor de delivery. Com um mercado global que movimentou 1,2 trilhão de dólares no último ano, o Brasil se destaca como um dos principais campos de batalha. Em 2024, o setor de delivery de alimentos no país deve gerar 21 bilhões de dólares, um crescimento de 7% em relação ao ano anterior.

Recentemente, a 99Food, do grupo chinês Didi, iniciou suas operações em Goiânia com um investimento de 1 bilhão de reais. A empresa promete reduzir os preços das entregas, que atualmente podem ser até 27% mais altos do que os preços nos restaurantes. Para isso, a 99Food não cobrará taxas de entrega dos restaurantes por dois anos e garantirá diárias de 250 reais para os motociclistas com alta produtividade. O presidente da 99 no Brasil, Simeng Wang, afirma que o Brasil é crucial para o posicionamento global da empresa.

Novos Entrantes e Estratégias

A Meituan, também de capital chinês, planeja entrar no Brasil com um investimento de 5 bilhões de reais no segundo semestre, lançando a marca Keeta. O Rappi, que ocupa a segunda posição no mercado brasileiro, está se reestruturando para enfrentar a concorrência. Recentemente, o presidente Felipe Criniti anunciou a redução das taxas cobradas dos restaurantes e um aporte de 1,4 bilhão de reais para diversificar seus serviços, incluindo farmácias e supermercados.

A reestruturação do setor é vista como uma tendência global. Cecília Farias, da Agilizone, destaca que a inteligência artificial será fundamental para entender os hábitos dos consumidores. No primeiro trimestre, o empresário Fabrício Bloisi, presidente do conglomerado holandês Prosus, adquiriu a plataforma Just Eat Takeaway por 4,1 bilhões de euros, uma das maiores transações do setor.

Alianças e Expansão

Sob pressão dos novos investimentos, o iFood anunciou uma aliança com a Uber para fortalecer sua posição no mercado. Com 400 mil estabelecimentos cadastrados e 120 milhões de entregas mensais, o iFood aposta na força dos pequenos e médios negócios para continuar sua expansão. A guerra no setor de delivery promete beneficiar os consumidores, que poderão desfrutar de preços mais acessíveis.

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