O Brasil subiu do 62º para o 58º lugar no ranking de competitividade global, sua melhor posição desde 2021. Essa melhora é resultado de avanços em investimento estrangeiro e criação de empregos, mas o país ainda enfrenta problemas estruturais. O ranking avalia 69 economias e coloca a Suíça no topo, seguida por Cingapura e Hong Kong. Apesar do progresso, o Brasil continua entre os dez últimos colocados, uma posição que mantém há mais de dez anos. O país se destacou em investimento direto estrangeiro, ocupando o 5º lugar, e em crescimento de emprego, na 7ª posição. No entanto, a Fundação Dom Cabral alerta que o Brasil precisa melhorar em áreas como educação, produtividade e custo de capital. O país está em último lugar em habilidades linguísticas e tem um desempenho ruim na educação básica. Para aumentar a competitividade, é necessário qualificar a mão de obra e modernizar as regras do mercado. No contexto da América Latina, o Brasil está à frente de países como Venezuela e Argentina, mas atrás de México e Chile.
Depois de quatro anos de quedas, o Brasil subiu do 62º para o 58º lugar no ranking de competitividade global do IMD, alcançando sua melhor posição desde 2021. O avanço é atribuído a melhorias em investimento estrangeiro e emprego, embora o país ainda enfrente desafios estruturais.
O ranking, que avalia 69 economias, coloca a Suíça na liderança, seguida por Cingapura e Hong Kong. O Brasil, apesar do progresso, continua entre os dez últimos colocados, uma posição que ocupa há mais de uma década. O índice considera 336 subindicadores em quatro áreas: performance econômica, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.
Entre os pontos positivos para o Brasil, destacam-se o 5º lugar em fluxo de investimento direto estrangeiro e o 7º em crescimento de emprego. O país também se destacou em atividade empreendedora inicial e energias renováveis, ocupando a 8ª e 5ª posições, respectivamente. A melhora na classificação é atribuída a fatores conjunturais, como crescimento do PIB e aumento do capital externo.
Desafios Estruturais
Apesar dos avanços, a Fundação Dom Cabral (FDC) alerta que o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais significativos. O diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da FDC, Hugo Tadeu, ressalta que o país precisa melhorar sua capacidade de exportação de tecnologia e conhecimento. O Brasil apresenta desempenho fraco em áreas críticas como educação, produtividade e custo de capital.
O relatório aponta que o Brasil ocupa a última posição em habilidades linguísticas e está entre os piores em educação primária e secundária. A necessidade de reduzir o custo de capital, qualificar a mão de obra e modernizar o ambiente regulatório é enfatizada para melhorar a competitividade. No cenário latino-americano, o Brasil está à frente de países como Venezuela e Argentina, mas atrás de México e Chile.
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