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Dólar encerra dia cotado a R$ 5,48, o menor valor em oito meses

Dólar cai para R$ 5,485 e Ibovespa sobe, impulsionados pela estabilidade no conflito entre Irã e Israel e dados econômicos positivos.

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O dólar comercial caiu 1,03% e fechou a R$ 5,485, a menor cotação do ano, enquanto o Ibovespa subiu 1,65%, alcançando 139.479 pontos. Essa queda do dólar aconteceu em um momento de estabilidade no conflito entre Irã e Israel, com os Estados Unidos atuando como mediadores, o que trouxe alívio aos investidores. A economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa, comentou que a redução dos ataques na região aumentou a confiança no mercado, beneficiando o real e outras moedas emergentes. O especialista em câmbio da Manchester Investimentos, Nicolas Gomes, destacou que a postura dos líderes globais, especialmente dos EUA, que não se envolvem diretamente no conflito, diminui a percepção de risco. Além disso, dados econômicos positivos, como o crescimento de 0,20% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central, e a redução da projeção de inflação para 2025, também ajudaram a melhorar o clima no mercado. O dólar se enfraqueceu em relação a outras moedas, e a expectativa de desaceleração econômica nos EUA gerou desconfiança entre investidores. A queda do dólar e a alta do Ibovespa indicam um cenário de recuperação, com os investidores mais dispostos a assumir riscos. O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil se reúne para decidir sobre a taxa Selic, que está em 14,75%.

O dólar comercial encerrou a segunda-feira, 16 de outubro, com uma queda de 1,03%, cotado a R$ 5,485, atingindo a menor cotação do ano. A última vez que a moeda esteve abaixo de R$ 5,50 foi em outubro de 2022. No mesmo dia, o Ibovespa subiu 1,65%, alcançando 139.479 pontos, refletindo um clima de otimismo no mercado.

A desvalorização do dólar ocorreu em meio a um cenário de estabilidade no conflito entre Irã e Israel, onde a posição dos Estados Unidos como mediador trouxe alívio aos investidores. Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, destacou que a contenção dos ataques na região ajudou a aumentar a confiança no mercado, beneficiando o real e outras moedas emergentes.

Nicolas Gomes, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, ressaltou que a postura dos líderes globais, especialmente dos EUA, que não se envolvem diretamente no conflito, diminui a percepção de risco. O presidente americano, Donald Trump, sugeriu que Irã e Israel deveriam dialogar, o que contribuiu para um ambiente mais favorável.

Fatores Econômicos

Além das tensões geopolíticas, dados econômicos positivos também influenciaram o mercado. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 0,20% em abril, superando as expectativas. O Boletim Focus indicou uma redução na projeção de inflação para 2025, passando de 5,44% para 5,25%.

Os mercados globais também mostraram otimismo, com o dólar se enfraquecendo frente a outras divisas. A expectativa de uma desaceleração econômica nos EUA, impulsionada por um déficit trilionário, tem gerado desconfiança entre investidores, que exigem prêmios maiores para alocar recursos no país.

A queda do dólar e a alta do Ibovespa refletem um cenário de recuperação, onde a percepção de risco diminui e os investidores se mostram mais dispostos a assumir riscos. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil inicia uma reunião nesta terça-feira, onde deve decidir sobre a taxa Selic, atualmente em 14,75%.

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