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Minoritário aprova fusão entre BRF e Marfrig em votação à distância

Marfrig e BRF se aproximam da fusão, mas questionamentos sobre governança e votos pendentes podem impactar o resultado decisivo da assembleia.

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A Marfrig está avançando na fusão com a BRF, com a maioria dos acionistas minoritários já apoiando a operação. Em uma votação à distância, 35,41% dos votos foram a favor, enquanto 16% se opuseram. A fusão pode ser aprovada sem a necessidade do controlador, já que a Marfrig tem 51,5% do apoio entre os minoritários. A Previ, que reduziu sua participação na BRF de 6,14% para cerca de 4%, ainda não decidiu seu voto. A gestora Latache e o investidor Alex Fontana estão questionando a governança da fusão, principalmente a participação do controlador Marcos Molina na votação. A fusão pode criar uma empresa com faturamento de R$ 150 bilhões e gerar sinergias operacionais de R$ 805 milhões e tributárias de R$ 3 bilhões. A Marfrig já recebeu a aprovação do Cade e a expectativa é que a assembleia traga mais clareza sobre a posição dos acionistas.

A Marfrig avança na aprovação da fusão com a BRF, com a maioria dos acionistas minoritários já manifestando apoio. A votação à distância mostrou que 35,41% dos votos foram favoráveis à operação, enquanto 16% se opuseram. Com 68,9% de aprovação entre os votos válidos, a fusão pode ser aprovada sem a necessidade do controlador.

Recentemente, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, reduziu sua participação na BRF de 6,14% para cerca de 4% e ainda não definiu seu voto. A gestora Latache e o investidor Alex Fontana questionam a governança da fusão, levantando preocupações sobre a participação do controlador, Marcos Molina, na votação.

Votação e Governança

O total de votos à distância representa 24% das ações emitidas pela BRF, excluindo os papéis em tesouraria. Sem a influência do controlador, a Marfrig já conta com 51,5% do float entre os minoritários. No entanto, investidores que se opõem à fusão ou que ainda não decidiram guardaram seus votos para a assembleia marcada para quarta-feira.

A Latache protocolou uma manifestação na CVM questionando os processos de governança, enquanto Fontana também apresentou argumentos semelhantes. Apesar das críticas, a administração acredita que as objeções são de pouca representatividade, já que outros acionistas relevantes apoiam a fusão.

Sinergias e Aprovação

A fusão entre Marfrig e BRF pode resultar em uma gigante com faturamento de R$ 150 bilhões, além de gerar R$ 805 milhões em sinergias operacionais e R$ 3 bilhões em sinergia tributária. A análise de um comitê independente, respaldada por uma fairness opinion do Citi, embasou os termos da operação.

A Marfrig já obteve a aprovação do Cade sem restrições, e a concorrente Minerva se manifestou como terceira interessada no processo. A expectativa é que a assembleia traga mais clareza sobre a posição dos acionistas e o futuro da fusão.

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