O mercado financeiro está atento às decisões sobre a nova política de juros no Brasil e nos Estados Unidos, que serão anunciadas na quarta-feira. As análises indicam que tanto o Copom quanto o Fomc devem manter as taxas de juros inalteradas, mas há divergências entre os analistas no Brasil, onde metade acredita que a taxa de 14,75% será mantida e a outra metade espera um aumento para 15%. Nos EUA, a economia está se mostrando forte, e cortes nas taxas de juros devem ocorrer apenas no final do ano. No Brasil, a inflação de maio foi menor do que o esperado, mas a necessidade de cautela ainda é alta devido a tensões políticas e a proximidade das eleições de 2026. Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego está estável e os dados econômicos não mostram grandes impactos das tarifas, levando os economistas a preverem cortes de juros apenas no último trimestre de 2023, dependendo do controle fiscal do governo.
A nova política de juros do Brasil e dos Estados Unidos será definida nesta quarta-feira (18), em um evento conhecido como Super Quarta. O mercado financeiro aguarda ansiosamente as decisões dos comitês de política monetária, especialmente em meio a dados econômicos recentes e tensões geopolíticas.
As análises indicam que tanto o Copom quanto o Fomc devem manter as taxas de juros inalteradas, com sinalizações cautelosas. No Brasil, a pesquisa da XP revela uma divisão entre analistas: metade acredita que os juros permanecerão em 14,75%, enquanto a outra metade projeta um aumento de 0,25 p.p., elevando a taxa para 15%. Cortes são esperados apenas em 2026.
Nos Estados Unidos, a resiliência econômica sugere que o Fomc deve manter os juros entre 4,25% e 4,5% por mais um ciclo, com possíveis cortes apenas no final do ano. O CEO da Referência Capital, Pedro Ros, ressalta que o cenário econômico nebuloso guiará decisões cautelosas, indicando que os juros altos devem persistir.
Expectativas para o Brasil
A última reunião do Copom gerou expectativas de que o ciclo de alta de juros estava se encerrando. Contudo, declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre “opções em aberto” e a necessidade de cautela mudaram essa percepção. A inflação de maio, que ficou em 0,26%, abaixo das expectativas, e o núcleo de serviços ainda em alta, reforçam a necessidade de manter os juros.
Além disso, o recente anúncio de contingenciamento de despesas do governo pode ajudar a controlar a pressão inflacionária. As tensões políticas, especialmente em relação às novas medidas de arrecadação e a proximidade das eleições de 2026, devem manter os juros em um patamar significativamente contracionista por um período prolongado.
Cenário nos EUA
Nos Estados Unidos, os dados da balança comercial e do mercado de trabalho mostram que o choque tarifário ainda não impactou a economia. A taxa de desemprego permanece em patamar neutro, e as importações voltaram a níveis anteriores ao aumento de tarifas. Economistas acreditam que o Fed só começará a cortar a taxa de juros no final do ano, com um movimento cauteloso.
A análise da LCA Consultoria sugere que o mercado começa a precificar cortes de juros para o último trimestre de 2023. A continuidade da desinflação dependerá da disciplina fiscal do governo e do controle de gastos, especialmente com programas como o Novo PAC. A possibilidade de um novo ciclo inflacionário global, impulsionado por fatores geopolíticos, aumenta a cautela entre os analistas.
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