Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, anunciou que a instituição receberá R$ 2 bilhões para ajudar na fusão com o Banco de Brasília. A primeira parte, de R$ 1 bilhão, já foi aprovada pelo Banco Central, enquanto a segunda ainda precisa de autorização. Os recursos vêm da venda de ativos que Vorcaro fez para o BTG Pactual. A fusão já foi aprovada pelo Cade, que afirmou que não haverá problemas de concorrência. A finalização do negócio depende da análise do Banco Central sobre a viabilidade econômica. O Banco Master, que tem R$ 63 bilhões em ativos, enfrenta dificuldades financeiras e tem emitido CDBs com altos retornos, mas muitos de seus ativos são ilíquidos. Críticos dizem que a fusão pode ser um resgate disfarçado, pois envolve garantias do Fundo Garantidor de Créditos.
O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, anunciou a injeção de R$ 2 bilhões na instituição, visando facilitar a fusão com o Banco de Brasília (BRB). A primeira parcela, de R$ 1 bilhão, já foi aprovada pelo Banco Central, enquanto a segunda aguarda autorização. Essa movimentação é parte de um plano negociado com o regulador.
Os recursos para a injeção de capital incluem vendas de ativos realizadas por Vorcaro para o BTG Pactual em maio. A fusão entre o Banco Master e o BRB recebeu aprovação do Cade, que destacou a baixa sobreposição entre as atividades das duas instituições. A operação não deve prejudicar o ambiente concorrencial, segundo o órgão.
A finalização do negócio depende ainda da análise do Banco Central, que avaliará a viabilidade econômica da fusão. Os ativos que não forem adquiridos pelo BRB permanecerão com Vorcaro, que busca um sócio para esses negócios. Se concretizada, a fusão encerrará um processo iniciado em março, envolvendo dois bancos de médio porte com ativos significativos.
O Banco Master, que possui R$ 63 bilhões em ativos, tem enfrentado dificuldades financeiras e adotado uma estratégia de captação agressiva, emitindo CDBs com retornos acima da média do mercado. Contudo, parte dos ativos que garantem esses compromissos é ilíquida, como precatórios e participações em empresas. Críticos da operação argumentam que a fusão pode ser vista como um resgate dissimulado, dado o uso de garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
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